30 de setembro de 2012

Que e se, não combina.

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No que é a Vida nos torna? Do que é que a nossa memória é feita? Que histórias devemos de escrever a tinta permanente para não nos arrependermos de as termos cravadas na pele? Que pessoas é que devemos de por nas palmas das nossas mãos e dar-lhes as linhas do destino? Que cheiros é que devemos de inspirar e que rosas devemos de desfolhar para substituir os malmequeres que por vezes nos mentem? Que noites devemos de escolher para sonhar e se devemos sonhar? Que escrita devemos temer consoante a folha branca que temos a nossa frente? E, a quem devemos entregar o nosso olhar mais profundo? Como encarar que o que temos por vezes não é, de todo, o que precisamos? Que mão entrelaçar na nossa? Quanto escuro devemos temer e quantos empurrões devemos de aceitar? Quantos saltos são precisos para se dar um passo em frente sem dois para trás? O que fazer quando amar não chega? O que fazer quando queremos soltar palavras mágicas da nossa boca e não podemos? O que ver na janela se nada nos preenche os olhos? Que calor escolher - se do sol ou o do aquecedor - quando não temos o nosso calor humano preferido? O que esperar sem esperar? Que promessas guardar no subconsciente? Quanto mede o sorriso mais mágico que te deram hoje? Cabe no peito ou nunca sobra espaço? Quanta força precisamos para encarar que tudo sempre acabava e que algumas coisas, simplesmente, não renovam? Que conclusões tirar de ciclos viciosos como o amor? O que fazer quando sentimos saudades? Omiti-las ou descreve-las? O que fazer quando queremos gritar aos sete ventos que amamos quando não há vento? Insistir ou persistir? Como é que esquecemos sem querer esquecer? Como deixamos de sentir se cada dia injectamos quilogramas de sensações na nossa pele? Como fingir que a cada dia que passa desistimos mais um pouco? E, como referir que o fim nunca esteve próximo? Quantas estrelas vão permanecer no céu hoje como sinal de esperança? E, quando não temos esperança mas o amor arrebenta-nos com as artérias?
Não sei.

26 de setembro de 2012

mentol

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- Não lhe contes nada.
(olhar pertubado)
- Podes-te descair em algum assunto de conversa
- Ninguém se descai só por descair.

25 de setembro de 2012

Pássaros Livres II

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E, somos facturas de uma história como penas de pássaros. Discutimos com os céus. Mando vir tempestades e logo de seguida abrigas-te no ninho porque não gostas de molhar as asas. De colocar tudo a berma do risco. Outrora, uma coisa em comum nós temos no sangue de pássaro: nós  nunca nos deixar-mos sentir. Sou uma águia e tu uma andorinha. Tu bem mais simpática que eu e eu bem mais calculista que tu. Não sei em que medida de intensidade podemos comparar as nossas Vidas mas o que é certo é que o Mundo não poderia ser tão mais pequeno que um céu para nos encontrarmos. Quem diria que fosse falar com uma andorinha e troca-se ideias com ela com tanto gosto. Quem diria! Mas, os pássaros também são um verdadeiro mistério e mesmo que já exista uma explicação cientifica em poucas linhas de como eles furam nuvens e picam estrelas continuamos a maravilhar-mos quando vemos um a passar diante de nós e a desejar ter asas. É por isto que nunca tive um pássaro preso numa gaiola. O que aprendemos nós com os pássaros presos na gaiola? Que a liberdade é apenas uma meta? Que o Amor é apenas um cliché? Que o Infinito é a distância do meu quarto para a cozinha e que acaba amanhã e nem damos contas as contas? E, não é que as vezes me lamento ser águia. Atenta a tudo e a todos. Espia de sete ventos. E, preferia ser uma andorinha como tu... E, não, que as andorinhas não são inocentes. São perspicazes. E, só quem é perspicaz é que possui asas... Por isso, é que tenho pés. 


Levanta essa cabeça, abre essas asas e rasga o teu céu, minha Mariana