De onde vieram as árvores? Da terra? De onde veio a terra? De onde vieram os pássaros Do céu? De onde veio o céu? Somos anónimos e um projecto inicia-se todos os dias. O maior é sem dúvida o que menos enfrentamos e julgamos saber tudo. Resta-me saber quem tem tomates para pesquisar e ser um verdadeiro hacker sobre si mesmo. Nós de nós, acredito só saber saber o nome e perdoem-me porque nem a data de nascimento sei da minha mãe. Contagem de dias para termos um dia só nosso? Aquele em que nascemos? Nós nascemos todos os dias. Todos os dias aprendemos uma coisa simplesmente nova. Ou, vemos. Ou, falamos. Talvez o problema que contêm as coisas novas seja que por sermos velhos de mente não as possamos embalar. Tal que nos crucificamos pela complicação de actuar nos prazeres e dar-nos prazer. Se para prazeres podemos simplesmente até adormecer. Nós sabemos que nada sabemos. Sabemos sei lá do não sei. Damos imensas voltas sem cuidado com as curvas e queremos ser rectos a provocar contra-curvas. Fodemos com os stops, provocamos ultrapassagens, reclamamos com o trânsito e manda-mos foder meio Mundo. Mas, havia stops mas entretanto não paramos, efectuamos ultrapassagens em linhas continuas, reclamamos com o trânsito mas não sabemos que decorre um acidente mais a frente e mandamos foder meio Mundo incluindo os familiares feitos de coração de plástico que choram as almas perdidas envolvidas nos vidros e no álcool que são as voltas que a Vida dá. Somos anónimos.
10 de março de 2013
9 de março de 2013
Alerta: Virus massivo
Carregas nas feridas que depois de tanto carregares já não as sentes. O óbvio não são os curativos que terás de utilizar para remares contra a maré. O óbvio está a arejar debaixo do teu nariz e tu a enxota-lo para debaixo dos teus cabelos para esconde-lo das certezas alheias... Aquilo que é capaz de matar e fazer desaparecer somente o que tanto gostas e te ilude. Porque és a prova que o errado por muito que nos atire para falésias gigantes é tão saboroso e tão agressivo que parece ser único. No entanto, lamento ser portadora de más noticias, não é. E, tu serás mais uma presa na boca do lobo a largar pedaços de carne pelas ruas, a queixar-te do sangue que sai pelas ditas feridas acabando com o fim de não saber bem o que fazer porque o lobo é a droga. Drogas psicológicas são massivas para todo o tempo e vontades. Mudos os tempos mas nunca mudas as vontades.
"E tudo o que vivi contigo são segredos."
Não se medem vontades aos palmos. E, juro-te que existem dias em que as minhas vontades se medem aos palmos apenas para te mandar embora mesmo que lá fora esteja um vento de fazer cair tempestades e uma chuva gelada e torrencial. Não gosto de ti. Não te rias porque não estou a tentar convencer-te disso. Nem estou a tentar convencer-me disto. Disto que não sei o que é. Só das poucas oportunidades em que sinto Saudades quero-te consumir até ao último trago. Nunca me habituarei a isto. Sentir uma pessoa... Quere-la sentir. A minha natureza não te pertence mesmo quando citas que sou linda. Só sou linda na palma das tuas mãos. Mas, é das palmas das tuas mãos que fujo só porque me sinto pequena. A minha mente é perversa e está cheia de recortes de momentos que nunca passei. Que vi em cartazes e em revistas. Sou uma fugitiva que não é doce por fugir. É rebelde por se habituar as suas próprias fugas. Inclui-te nos meus desejos... Não porque todos os segredos que medito são feitos contigo. Apenas porque te quis incluir... Merda das merdas penso que agora não te consigo tirar deles.
Quero citar-te que nunca precisei de ninguém mas preciso de ti esta noite. Não se medem tempos aos palmos é só por isso que não sei a quanto tempo ando no escuro contigo e dou tiros na minha pele sem que percebas. Porque só os dou para ver se não enlouqueço se sentir essências boas. Mas, que porra é que me fizeste? Anda-me buscar, já! Beija-me.
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