5 de abril de 2013

diz força ao que diz basta

Sem comentários:
Ilusórios, somos todos. Tipo, manchas de lua no escuro. Esqueletos ambulantes a procura de fumícios e alimentos. Talvez me tenha encontrado e assustado com o que me encontrei. Ando desaparecida? Já nem sei. Pregos perfuram o chão e perfumem desvanecem em vão. Doenças com cura, sem cura são os atalhos que escolhemos. Não me cortem os passos, que pego na faca e corto-vos aos pedaços. Metáforas fazem-nos sem certezas e achas que levas certezas as costas? Cascavéis com sorrisos, apoiados nos teus ombros e submissos. Males de bens, bens que não existem. Quem dá zero, tira cem. Nunca te irão dar cem. Encontras-te os degraus para subir na vida? Parabéns, vagabundo. Não vais ter nunca aquilo que mereces. Somente aquilo com que sobrevives. Uma vida que te dá aquilo que não és. Modéstia que és gordo e não cabes na porta. És gordo, com a barriga cheio de reis e dos legumes da horta do vizinho que não sabe que o roubas. Desconfia e um dia, espeta-te a espada. Sangras, não te queixes. Nunca te irás sentir a crescer, nem jamais irás aparecer. Derrotado. 

31 de março de 2013

Tu... De novo.

Sem comentários:
Teu sorriso, Meu Sorriso. Tuas Lágrimas, Minha Dor. Destaquei-te assim durante séculos infinitos. A minha sombra preferida. A Alma que nunca tive medo de agarrar. Agarrei-te tanto, com toda a força. As minhas artérias nunca rebentariam de pavor desde que tivesse essa tua sombra feminina a percorrer-me a personalidade desalmada que era. Se, recapitula-se os anos da amizade que nos permitiam sermos melhores uma para a outra sem tiros, sem malicias. Recordo-me de ti linda e toda tua e hoje és um espelho quebrado. Memórias de pó. Memórias de pó suspensas na minha mente. Não existe argumentos que possas utilizar em teu benefício. Ah, porra, como te tentei matar tantas vezes dentro deste meu cérebro. E, um pedaço de ti, ainda permanece cá que não sei onde é o cá. No entanto, é. A parte de mim que sempre te protegeu, deu-te um enxerto de porrada. Se o perdão é uma virtude, então, deixei de ter virtudes. Não te perdoou. 

29 de março de 2013

(3) maiores forças

2 comentários:
Deixar a lupa de parte para os meus defeitos. Encornar com os defeitos dos outros. Aponta-los sem ter medo de perder três dedos. Aceitar as catástrofes naturais da minha mente sem levar putas eternas comigo. Eliminar o rancor que trazia no sangue por memórias que se soltaram de mim e que quis agarrar com força. Com toda a força. Até me rebentarem as artérias. Sentir e deixar de sentir. Saber ter controlo, saber-me bem possuir esse controlo. Sorrir para o espelho como uma maníaca  fazer desse espelho o meu palhaço - espelho meu, espelho meu, quem é mais do que eu? - Ninguém. Não saber dizer se existe medos. Caminhar como tiros certos sem alvos prematuros. Impedir que o amor me tolde o juízo. Analisar a minha mudança de pele, de clima e de expressão. Aceitar-me. Aceitar o filho da puta do Mundo.