O verdadeiro passo é encararmos as essências sem sentirmos nada.
26 de abril de 2013
25 de abril de 2013
25 de abril
Quanto mais acreditamos no medo, mais o lobo ganha forças e cresce. Garras para nos dissipar a carne. Uma boa audição para ouvir os nossos passos. Enquanto partimos ramos na fuga com os nossos pés pesados. Não sabemos ser de outra forma se não pesados. Liberdade é um nome comum. O que não queremos não tem nome porque queremos mais. É, então, esse o nosso problema que não sabemos lutar por nada mas queremos sempre mais. O medo é o fogo que afugenta a liberdade. A ganância e a preguiça
são quem a mata.
22 de abril de 2013
04:30 da manhã e uma insónia fodida.
Sou feita de insónias. Não me recordo da última noite em que me afoguei em sonhos ou em anjos em que era crente que me guiavam. Temo que me tenham morto a minha inocência sem ter sangrado ou sentido. Revejo-me no espelho. Nostalgia, desejo e força interior. Deitei a merda dos retratos que me assombravam no lume. Os nossos caminhos somos nós que os traçados então pergunto-me porque damos dois passos para trás sem reflectirmos no que estará a nossa frente? Velas acesas e incesos. Aqui fuma-se e formam-se diálogos. Não somos tímidos. A vida é fodida... Reside a umas ruas abaixo da minha. É intenso. Gosto sem medida da maneira como as pessoas vivem ao lado dele. Do quanto ele deixa viver. Nem sei se me engano. Sempre gostei de observar estranhos na berma da estrada. E, sempre gostei de rapazes com olhos verdes.
Não somos tímidos. Somos perfecionistas de uma vida que gostaríamos de receber de mão beijada e de proporcionar aos outros mesmo que estes não merecessem. Estas insónias que não me deixam dormir fizeram-me perceber que dormir, foda-se, é uma perda de tempo. Apetece-me ir lá fora e conversar com um estranho. Fumar um cigarro. Esquecer-me que já estou noutro dia e que passado este dias vêm mais dias. Tenho memórias a rebobinar no meu cérebro. Afinal de contas, o que carregamos aos ombros?
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