19 de julho de 2013

Pokaralho

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Não consigo dormir. Juro que quando fecho os olhos, cego totalmente e bato com cornos na parede mas quando os abro, dissipou-se tudo, até a coragem para o fazer. Se fosse no tempo certo, se o mundo não fosse cão. Não me afundo. Porém, o chão apodrece e não sei quantas furos são. Onde estão. Como os tapar. A sensação de ter a pele toda picada. Estar dorida não sei onde. É esta a palavra que pressiona. O não saber. O não saber o quanto negro o historial é. Não ando a fazer sentido. Evito ir buscar o papel para evitar escrever estas merdas como se um mais um desse dois... Para mim nas sequências da minha mente o resultado é quatro ou não é nada. Talvez seja do café constante que bebo. Talvez seja da merdas das desculpas que arranjei para não sentir e quando sinto é isto sem sentido. Importam-se de me dar as peças do puzzle de graça? Não se reside mais paciência para aturar a minha própria sanidade a gritar. As pessoas não sabem lidar com as escolhas que fazem. Não escolhi. Mas, sei que nunca me irei perdoar pelas oportunidades que sei que perdi. Foram tantas pessoas a foder-me que aprendi a deixar de sentir. Agora que sei o truque de trás pra frente e de frente pra trás, quero esquece-lo. Saber ser mil sensações deve ser mágico. Como um truque de cartas inocente. Ao invés de ser o poker que quer tudo e nada. E, a sorte abala qualquer aposta. 

Reflexão

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Não se passa nada e passa-se tudo. Leve e pesado. Cheio e vazio. Que me fodam ou fodam-se. 

13 de julho de 2013

EA GAMES

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Quem dorme de corações quebrados com sorrisos de palhaços tristes? A rua enche-se de clones com conceitos, cartazes de cores eléctricas que te ferem as estrelas lunáticas que crescem de ti. Finges mas tudo o que é e não é são passos silenciosos com cores a saltearem as peles que deixassem que te picassem. Algo de novo, por favor. Vens por ali? Não, vou por aqui. Rasgam o vento, preferem ficar com os pés sangrentos. Machados, tratados e abismos para mastigar obstáculos. É tudo um conceito. Enjoas as carnes, mudas o beat. O repeat. Faz pausa! Espelhos colados na testa. Sou desdentada, não olhes. Sou um susto pequeno em comparação a monstruosidade que escondes dentro de ti. Gostas de palhaços? Se não... Então, que andas a fazer a passear neste cubículo belo e não amarelo? O roncar dos dias a passar. Tu ouves. Andar sempre de cabeça 

Cortada.
Ensopada.
Desviada. 
Triturada.
Enraivecida.
Olha, ficas-te quadrado. 

♻ ♼ ♽

O cúbiculo belo e amarelo cortado, ensopado, desviado, triturado, enraivecido. E, outras coisas tantas acabadas em do. Não percebes que é só um dó li ta. Raio-X porque a procura de cenas platónicas, baseia. Campos minados. Sorrisos feitos de ciumento? Já sei o que vem aí... Copias! Bomba! Bomba! Quê? Calma na pequena alma. Na certa assim, é a morte da artista. Chicas espertas a darem de surra a proclamarem que são cópias, atrás de cópias e cópias. E, se não me considerar uma cópia... Vais-me bater? Chamam-te campo minado e quinas para o lado de desmaio por verdades simples. A artista daqui, nunca vai morrer.