27 de julho de 2013

Humanos Desumanos III

1 comentário:

 
"Enquanto a dor ecoa
Habituado a que ela doa
Porque quem amamos mais
É quem mais nos magoa."

Foi assim que te habituas-te a acidentar casas como se todas as pessoas fossem a tua propriedade. Só que no fundo não queres saber. Acho incrível a capacidade com que suportas o facto de não conseguires encarar-te ao espelho. E, acho irónico cada vez que o tempo te ditá que é o momento certo, enterres isso de uma maneira agressiva e sem-sentido. Taparam-te os sentidos e não te esforças-te para os recuperar. Nunca pensei que alguém fosse capaz de se perder nesta merda destas voltas enjoativas. Mas, foste capaz. Tanto capaz que mesmo enjoado, continuas. Levas um rumo que sabes que te consome. Cortas todos os dias ao teu interior, deixas-te enfurecer por substâncias que não chegam a ser verdadeiras. Largas as mãos a quem te quis aquecer só um pouquinho essa carne fresca e imatura que tanto odeias e que é tua. Só quis que aprendesses a amar-te. No entanto, és um fraco incapaz. Nunca to disse porque o pior é que tu sabes. Boas atitudes geram boas pessoas à tua volta. Admito que como tu já perdi tanta boa vibe, tantos bons momentos. Admito que como tu tenho um quiça de filha da puta. Mas, para meu bel-prazer não atiro as pessoas ao rio, à espera que se afogem sozinhas e tenho simultâneo prazer em vê-las afogar-se. Por certas pessoas que perdi, afoga-me, só para as ter de volta em terra firme. Mas, tu és um fraco incapaz. Não saberás ser outra coisa até ao fim dos teus dias. Não saberás o que é mais sentir pois o teu abismo é derrapante. Pois tu és aquilo que és e queres ser ainda mais aquilo que és e não entendes... Lixo só serve para amontoar e tudo o que um dia terás para contar a alguém ninguém quererá ouvir. Perguntei-me, um dia, se existirá alguma pessoa incapaz de sentir a mais pequena coisa e encontrei-te num canto a pedir esmola sentimental. Acabei por perceber que afinal neste Mundo feito de clones ainda não tinha encarado de tudo.

25 de julho de 2013

Humanos Desumanos II

Sem comentários:
Aprecio os buracos de carne que te faltam. Ao invés não gosto, de todo, que os teus próprios sentidos te baralhem. A força desejo intensamente abrir-te o cérebro e despejar juízo. Muito juízo. Para que te tornasses num humano perfeitamente desumano mas não o és. Andas perdido à tanto tempo e seria previsível que alguém te fosse encontrar assim. Um alguém fosse quem fosse. O teu vício matou-te lentamente. Tirou-te o sabor de bela vida. Acho que não sabes nem um pouco do que és. Ou, sabes? Sabes. É por isso que não gostas de te ver ao espelho no entanto se fosse alguém obrigar-te-ia a que olhasses para ele até que o partisses de convicção por querer mudar. No entanto, isso não vai acontecer, pois não? Não.  Vi para além do suposto mas não quiseste acreditar em mim. E, tudo o que se deve fazer é aprender com o erro da tesão da atracção... 

24 de julho de 2013

videntes

2 comentários:
O paraíso existe dentro do nosso interior à espera que mergulhemos as asas nas águas sagradas sem que tenhamos a sensação do tempo perdido e do arrependimento amargo. Como o tempo te cala e aprendes que é a gritar bem alto que rompes as paredes que te amassam. Que te recordas que podes exigir a ti mesmo que a vida é a merda mais bela que tens, cabe-te a ti, saber geri-la à tua maneira e não da melhor maneira. Pois, não existe melhores maneiras. Só quero escrever que queria saber voar, construir o ninho em qualquer canto, parte, aresta, superfície e ser feliz só porque tenho asas. Invés não sei voar, tão pouco sei se terei ninho e já me imaginei a viver debaixo de uma ponte com uma laterna e um rio à minha frente onde vi-se o reflexo da Lua e reflectisse sobre o suposto correcto a observa-lo e mesmo assim adoro brincar com esta bela merda que é a Vida. Não posso mas quero e se quero nunca me irei arrepender. Seja qual for o final.