Por momentos tento convencer-me que nunca me irás dar a vida que sugeres dar-me debaixo dos lençóis. Tento convencer-me porque raras são as vezes que tenho de me convencer de alguma coisa. Habituei-me a que a minha vida fosse só minha. Todos os caminhos que faço é por eles que vou. Todas as conversas que outrora tivemos sobre direcções são postas no lume brando no momento a seguir... Não gosto de direcções mas gosto de ter um lado intelectual fascinante. Foi por ele que te elucidas-te. Também eu bebi um pouco de veneno. Desse veneno que é o teu calor no meu corpo e fiquei embriagada. Semanas a fio viciada na curva dos teus lábios, no sabor da tua pele e tão pouco te disse. Porque, para mim, nunca existe nada a dizer a partir dos momentos intensos que temos. Deixas que me vista e saia pela porta, que calce os paralelos da calçada sem que me peças para ficar. Foi esse pedido. Ou, melhor a falta desse pedido que me fez perder a noção de que gosto de te guardar porque o meu desejo por ti é insano e belo. Não me mata... Não me sufoca... Mas, vicia-me. Por outros momentos, tento convencer-me que nunca irei gostar de ti como desde a primeira noite que queimamos um bob. Olhava para ti e detestava esse sorriso de cabrão ordinário. Apetecia-me partir-te os dentes todos. Ainda hoje me apetece só para depois te poder perguntar - então, não me vais pedir para ficar? - Mas, ao invés de ter coragem para te partir os dentes, gostava e usufrui-a da garantia de te partir a sanidade mental e todos os sentimentos que a constituem. Ou, então todos os sentimentos que sentes por mim e constituem esse desejo de me despedires e de gostares de mim de uma forma tão tua que me deixa fodida... Fodida por saber contornar... Fodida, por existirem manhãs de delírios por falta de juízo em que recito para mim mesma o quanto... eu... gosto de ti. Fodida, por existirem noites, como as nossas. Tão perfeitas e frágeis. Capazes de desmontarem puzzles e capazes de fazer levitar essas mesmas peças do puzzle para que não tenhamos trabalho em monta-lo e ir ao que interessa logo no segundo a seguir. É que, as vezes, tenho uma vontade tão insana de te fazer passar a dor de me perderes sem que possas ter dito - fica... - Gastamos o tempo como quiseste... Agora, só não te queixes. Não tenciono ouvir-te.
9 de outubro de 2013
5 de outubro de 2013
é segredo
Nunca digas ao Mundo o quanto estás apaixonado. Mesmo que sejas um fogo ardente que te consome o peito e que te vontade de riscar cada singular parede com o nome da pessoa amada... Risca, antes, num papel. Guarda esse papel na vossa gaveta. Naquela cheia de recordações. E, se não tiverem uma, guarda na tua gaveta. Naquela onde ninguém mexe mesmo que não exista chaves para tranca-la. O amor é um segredo entre duas almas. É por isso que é Amor e não uma outra coisa qualquer, um outro sentimento distorcido... Hoje deito-me, assim, apaixonada sem saber o dia de amanhã. O amor é isto... É não saber o dia de amanhã mas saber que o Hoje está garantido.
1 de outubro de 2013
lol, vou dormir
Acontecimentos, tempo e desenvolvimento de raciocínio mental. Não me recordo a quanto tempo não perdura um fogo escaldante dentro de mim capaz de me matar de essências boas ou sarcásticas. Parei e analisei tanto os factos que hoje esqueço-me de não analisar os factos. Não é tudo ao pormenor. Sinto, também, que me perco como todos. Mas, para mim mesma não admito uma falha. Esqueci-me de como se encara momentos, seja de que natureza for, de uma maneira esquisita, sentida e sentimental. Eu sei onde me perdi... Foi no raciocínio. E, é com este que me sinto humana. Quando penso em mim, penso apenas em pele, carne e osso. É disso que sou feita porque não me recordo da última vez que cruzei intensamente um olhar com alguém. Ou, uma palavra tão cheia de sedução capaz de abalar o mundo desse alguém. O tempo foi tão longo para mim que cheguei a desacreditar em encaixes ou até mesmo linhas paralelas. No fundo, sou feita de um forro mole no entanto mesmo que o meu aço enferruje, volto sempre a estaca zero... Racicinio. E, quando escrevo esta palavra não me refiro a pensar em demasia. A sentir em demasia. A sofrer em demasia. Tudo em demasia. Não sinto é nada. Já sentiram não sentir nada? Não sei explicar o que é nada. Acordo todos os dias e estou bem. Bem com o Mundo. Com as pessoas. Comigo mesma. A metamorfose gerou-se de uma maneira catastrófica que sinto que os acontecimentos são tão naturais que não sofro com eles. A realidade é que pessoas desiludem pessoas. Pessoas desiludem-me. Eu desiludo pessoas. Então, não me posso chegar de uma simples cicatriz que possa ter... Porque, quem sabe, se essa filha da puta dessa cicatriz não foi feita de seguida por ter espetado uma faca nas costas de alguém sem que me preocupasse com isso. No fundo, se queremos, somos todos uns cabrões. Essa tanga de não conseguir esquecer é uma tanga. Elástica. Uma corda que quando esticamos em demasia, rebenta. É que no fundo só doí, se persistimos. Então, se te magoa, pergunto-me: Porque insistes? Era isto que gostava de perguntar as pessoas que todos os merdosos dias criam perguntas e quebra-cabeças no seu cérebro como se fosse possível uma pergunta retórica ter resposta. Se não tem resposta, porque, não segues em frente? Se tu sofres com o que amas porque te ama, então, tu vives. Mas, se sofres pelo que perdes e se sabes que perdes-te mesmo estando na tua mão, então, tu és o culpado e tens o rumo de merda de vida que mereces.
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