26 de novembro de 2013

1 comentário:
As paredes brancas desta casa de loucos engolem-me. Não me sinto, nem mesmo que me dessem sentimentos de borla, os aceitava. Hoje apetece-me sem me apetecer. Voltar ao que era. Aos xiripitis, sozinha, no silêncio da noite mas observo os meus ombros e sinto tanto peso... E, sem me sentir capaz de largar esse peso, carrego-o com toda a força mesmo que me escarne a pele. Os nervos não deixam parar os tremores do meu corpo. Todo o frio acumulado lá fora, ainda está mais intenso nos meus cantos. Apetece-me partir tudo. A louça da minha cozinha e a louça da cozinha dos outros. Bebo as minhas realidades como se não tivesse água disponível mas acordo e sinto que é veneno. Desfaz-me os sentidos. Este filha da puta de karma que não me larga. Ou, não será Karma porque o que é não tem nome. Que incógnita de pessoas são estas com quem vivo?

21 de novembro de 2013

intensamente.

4 comentários:
A paixão é fodida. O amor é mais que perfeito e fodido. Estou a ser fiel aos meus princípios ainda que perca o controlo. Sentirmos o que nunca ninguém nos deu a sentir é como um fim do Mundo. E, no fim do Mundo tens tendência a viciar-te tanto numa substância ilícita que acabas por tomar atalhos, enfiar-te em becos e bateres com os cornos na parede até sangrar e parecendo que não esse é único objectivo por parte das pessoas que gostam até gostar em demasia. Simplesmente, quando se gosta, gosta-se. No entanto, gostar em demasia é o que nos mata. Não sermos capazes de continuar a sermos fieis aos nossos principios mesmo que ainda existam reservatórios de palavra por dizer, esforço por manter, batalhas para consquistar e uma guerra para vencer contra o tempo para se continuar a gostar sem matar e para se continuar a gostar sem ser um vício comum de todos os humanos.

Estou intensamente fodida contigo e comigo mesma. Entre à espada e parede por vezes só me apetece apontar-te a espada. Acho que já o fiz até vezes suficientes para conseguir dizer e transcrever a mim mesma que tu és louco por mim. Vejo isso nos teus olhos. E, essa loucura é pura. No entanto, não me chega. Algures em dias, tu esqueces-te que persisti tanto para chegarmos a calçada. E, aí, é onde me apetece esfaquear-te de mim mesma e deixar-te nessa mesma calçada. Virar-te as costas como fiz naquela noite de sentimentos enraivecidos. Tu despertas o meu lado animal. Apetece-me pagar-te com o mesmo amor mas depois... Ah, espera... Recordo-me que sou melhor do que tu. Ainda que juntos sejamos o melhor para os dois. Não estou a fazer sentido porque preciso de um kaya para adormecer e só tabaco e nicotina para me matar. Estou bem mas estou intensamente fodida contigo e comigo mesma. Voltas a repetir a merda da proeza de me roubares os anéis e deixares ficar os dedos... Juro que te mato. E, ainda me rio feita sádica. Morrer de amores, não morro.