Mas, não caiu nessa cena de vires fazer de mim o que te apetece. Quando sou boa, sabe-te bem. Quando sou má, sabe-me bem. Entendes? Não gosto de entrar em paranoias e cérebros delinquentes. Cenas por resolver que não são da minha conta. Como deves de reparar, não faço promessas, não dou palavras bonitas de boa vontade, não sei ser comer e calar. Se vivo de escritas achas que me sinto bem com palavras entaladas na garganta que seco com charros na tua ausência? Népia. Olha este sufoco de caixa que por vezes impões. Quero-me mexer. Preciso que saibas que não preciso da tua autorização pra nada. Que eu brinco mas não fecho a pestena. Sorrio mas desconfio. Mais a mais, gosto e esqueço porque a minha maior qualidade é não gostar de alguém o suficiente para além de mim. Ou, defeito. Quem sabe. Na verdade, o quente dos teus lençois faz-me falta. O teu toque a fervilhar na minha pele. Na, verdade encaixo-mo-nos mas tu desencaixas. Até oferecia um puzzle mas estou sem dinheiro. Tenho amor e carinho. Não te pergunto se queres, tenho a resposta comigo. O que me faz superar é saber, saber-me que gosto de ti de uma maneira bonita e de que gosto. Discretamente. Mas, não me dês bofetadas quando não mereço. Senão, levas punho cerrado.
27 de dezembro de 2013
26 de dezembro de 2013
mais meu
Não dou cavaco a ninguém, é verdade, mas sou eu sei os giros e o sabor que a minha vida tem. A fome, a esperança, a motivação do amanhã continuam cá. Não serei pessoa de admitir um rotulo de sem futuro porque não tenho carro e vivo em casa da mamã. Lar doce lar, um pilar e se as pessoas desconfiam da minha liberdade, então, venham cá checkar. Comida e bebida na mesa. Electricidade e água. Tudo aquilo que sou, não o devo a ninguém. Talvez por isso não me arrependa de nada. Talvez por isso não lhe para trás. Talvez por isso as pessoas me encarem como um mau feitio. Mas, não quero explodir. As minhas bombas estão desarmadas e nem sequer residem no meu bolso. As minhas balas são feitas de prata para que possa ter riqueza futuramente. As minhas forças existem para construir a minha calçada. E, se tiver que virar costas, acredita, não sinto falta. Porque não levo saudades de ninguém agarradas aos meus ombros. Não levo lágrimas por chorar, nem puzzles por resolver. A minha vida é a Minha Vida. É por isso que lhe dou o nome de minha e não daquele ou de outro. É por isso que decidi fechar a porta suavemente e ir rir-me num canto qualquer. E, se acham que o sabor de ser bestial é bom... Experimentem o sabor em ser besta... É ainda melhor. Mais saboroso, mais intenso, mais meu.
15 de dezembro de 2013
não fui eu que destruí a casa
Como é que foste capaz de destruir esta casa? De apagar a luz das velas, dos momentos espontâneos, dos kayas fumados na tua varanda, ya, das noites mal dormidas porque o teu calor encostado ao meu corpo me fazia delirar. Acho que contigo me apetecia sempre algo. Enfiei-te no meu peito. Estavas, aqui, resguardado do frio e da chuva que bate na calçada de fora. Enfiei-te no meu sistema. Preenchia-me de ti. Da nossa bonita rotina. Os olhos fecham-se por segundos e ao contrário do que pensas não te sinto. Estás do lado de fora da cena. Porque é que foste assim? Senta no meu colo e conta-me segredos. Chamo-te atenção! Quero ter a sensação que tá tudo certo mas tá tudo a bater errado. Porque é não colocaste as mãos no fogo por mim como outrora pus por ti? E, porque é que me ignoras quanto te berro ao ouvido? Quando te digo que tudo o que quero és tu? Ainda que em poucas palavras te diga o que sinta, ya, eu digo. Ya, eu sinto. E, ainda que não goste de andar contigo de mão dada na rua, ya, eu ando. Ainda que isto tudo me provoque calafrios, ya, tento evitar. E, evitar-te. E, não, evitar-me. Quero olhar por mim sem ter a necessidade de te sentir do meu lado. Mas, foda-se, meu... É tão complicado. Apanhas-te-me de costas e vieste-me apunhalar e tudo o que sempre quis... Tu não sabes... Mas, ya, era o teu amor. E, mesmo que gostasses de mim só a tua maneira, essa mesma tua maneira, chegava. Porque cada pessoa é uma pessoa. Cada gostar é um gostar. Aceito e respeito. A minha vida tá lá fora, a minha espera. Sempre te disse que a minha vontade de viver é enorme ainda que me vá cruzar contigo na rua e pense: Gosto tanto de ti.
Mas, gosto mais de mim. E, se nunca te arrependeres... Lembra-te: Não fui eu que destruí a casa.
12 de dezembro de 2013
não faz sentido
Ao que parece está tudo bem mas as paredes do Mundo estão inchadas e apertam-me. Um acumular de sentimentos bonitos assustam-me. Deparo-me com uma mudança esquizofrenia e repentina. Olho de lado, vejo uma janela aberta e apetece-me saltar para perceber se ainda sou livre apesar de ser livre de uma maneira que nunca fui. Preciso de me sentir. Sentir que continuo-o a ser eu. Que a mente só se está a adaptar a esta merda toda e que tudo vai correr as mil e uma maravilhas. Porque vai. Mesmo que me persiste-se a encher de energias positivas, sinto-as. É complicado de perceber, eu sei. Consisto em mil e um travões em cada partícula da minha pele e hoje recordaram-se de funcionar todos. Ás vezes, dá-me uma súbita vontade de finalizar tudo isto. A sério. É que ás vezes não tenho paciência. Nem esquemas. Nem enfeites para isto. Ás vezes é o que é e não o consigo evitar. Pensei que fosse fácil. E é. Mas, este meu interior complica tanto. Tanto. Suaviza...
4 de dezembro de 2013
realista
A mágoa é uma bala que origina feridas crónicas no meu espírito. Se soubesse o que sei hoje talvez não tivesse batido à porta de alguém para surgir ao Mundo. Mas, surgi. A noite hoje pesa-me nos ombros. Sinto que as minhas mãos são aço prontas a estourar com esta merda toda que me faz sentir insana e incapaz. Abrem-me caminho. As pessoas falam mas não sabem a vida que esta chavala levou. Sem presenças rotinárias. Numa fase sem amigos. Na consciência de que kayas não resolviam nada... No entanto, essa chavala cresceu. De mãos e pés atados. A observar o exterior, a perde-se em mocas e baldrocas. Estou nervosa. Tenho apetites de destruição massiva mas travo a minha consciência. O que é que posso fazer se nasci no caos de um ser sem protecção? Gostava de lhe ensinar que a lei da vida não somos nós que a construímos. Já está construída. Que o respeito é permanente mas só o recebes se fores o primeiro a respeitar. Se gritas comigo então irei gritar contigo ainda mais alto. Mesmo que saiba que não me vais ouvir. E, mesmo que logo a seguir tenha que sair porta fora, respirar fundo, fazer um kaya e estar pronta em segundos para o próximo ataque. Queria dizer-te de peito cheio que não me afectas... É mentira. Todas as feridas incuráveis devo-as a ti. E, cada manhã que me cruzo contigo logo ao acordar enjoa-me. Não consigo olhar para a tua cara. Olho para ti e o teu reflexo é algo que não fui, não sou, nem nunca vou ser. O meu maior orgulho é saber que por muito que mande a minha razão para a matança da estabilidade de uma família, sou melhor do que tu. Não me amasses. Nem respires para cima de mim. Afasta-te porque sou uma bomba pronta a explodir que te irá deixar sem membros. Não quero ser irónica porque não me apetece mandar piadas secas para o ar. A noite hoje está mesmo pesada. A carga dos nervos que produzes estão sobrecarregados na minha coluna vertebral e não queria escrever sobre ti... Mas, tem que ser. Um assunto que enterrei com tanta força, algumas que não tinha. Esgotei-me para não te sentir e nestes tempos que te sinto com mais força, lamento. Por tudo aquilo que nunca conheceste de mim. Por o teu umbigo gordo e o teu nariz empinado serem as tuas maiores qualidades e por isso te chegar. Lamento. Por ti. Se existisse pessoa que te pudesse amar tanto ou mais que uma vida essa mesma pessoa era eu. Não de nome. Sou humana, recordaste? Tu fodes-me com o sistema todo. E, fodes com o estatuto de me encarregar de fazer o meu papel de filha quando tu te esqueceste do teu papel de mãe. Em todas as discussões, argumentos, razões apartes, não me arrependo de uma única palavra que te disse. Se te deixo a chorar, peço desculpa. Nem eu gosto de chorar. Mas, tu tiveste essa intenção para comigo então as minhas intenções para contigo vão ser equivalentes. A mágoa é uma bala que origina feridas crónicas no meu espírito e tu és a minha ferida incurável. Nem a campa vai matar as memórias fúteis e desgraçadas que tenho tuas. É pena, uma lamentação mas é REALISTA.
30 de novembro de 2013
26 de novembro de 2013
As paredes brancas desta casa de loucos engolem-me. Não me sinto, nem mesmo que me dessem sentimentos de borla, os aceitava. Hoje apetece-me sem me apetecer. Voltar ao que era. Aos xiripitis, sozinha, no silêncio da noite mas observo os meus ombros e sinto tanto peso... E, sem me sentir capaz de largar esse peso, carrego-o com toda a força mesmo que me escarne a pele. Os nervos não deixam parar os tremores do meu corpo. Todo o frio acumulado lá fora, ainda está mais intenso nos meus cantos. Apetece-me partir tudo. A louça da minha cozinha e a louça da cozinha dos outros. Bebo as minhas realidades como se não tivesse água disponível mas acordo e sinto que é veneno. Desfaz-me os sentidos. Este filha da puta de karma que não me larga. Ou, não será Karma porque o que é não tem nome. Que incógnita de pessoas são estas com quem vivo?
21 de novembro de 2013
intensamente.
A paixão é fodida. O amor é mais que perfeito e fodido. Estou a ser fiel aos meus princípios ainda que perca o controlo. Sentirmos o que nunca ninguém nos deu a sentir é como um fim do Mundo. E, no fim do Mundo tens tendência a viciar-te tanto numa substância ilícita que acabas por tomar atalhos, enfiar-te em becos e bateres com os cornos na parede até sangrar e parecendo que não esse é único objectivo por parte das pessoas que gostam até gostar em demasia. Simplesmente, quando se gosta, gosta-se. No entanto, gostar em demasia é o que nos mata. Não sermos capazes de continuar a sermos fieis aos nossos principios mesmo que ainda existam reservatórios de palavra por dizer, esforço por manter, batalhas para consquistar e uma guerra para vencer contra o tempo para se continuar a gostar sem matar e para se continuar a gostar sem ser um vício comum de todos os humanos.
Estou intensamente fodida contigo e comigo mesma. Entre à espada e parede por vezes só me apetece apontar-te a espada. Acho que já o fiz até vezes suficientes para conseguir dizer e transcrever a mim mesma que tu és louco por mim. Vejo isso nos teus olhos. E, essa loucura é pura. No entanto, não me chega. Algures em dias, tu esqueces-te que persisti tanto para chegarmos a calçada. E, aí, é onde me apetece esfaquear-te de mim mesma e deixar-te nessa mesma calçada. Virar-te as costas como fiz naquela noite de sentimentos enraivecidos. Tu despertas o meu lado animal. Apetece-me pagar-te com o mesmo amor mas depois... Ah, espera... Recordo-me que sou melhor do que tu. Ainda que juntos sejamos o melhor para os dois. Não estou a fazer sentido porque preciso de um kaya para adormecer e só tabaco e nicotina para me matar. Estou bem mas estou intensamente fodida contigo e comigo mesma. Voltas a repetir a merda da proeza de me roubares os anéis e deixares ficar os dedos... Juro que te mato. E, ainda me rio feita sádica. Morrer de amores, não morro.
18 de novembro de 2013
a procura da perfeita repetição
Caricias e malicias pela noite dentro. Kayas e manhas.
Colados tipo mortalha, sem vergonhas ou pudores. Os nossos corpos amam-se.
Completam-se. As nossas mentes equilibram-se. Conhecemos os sabores de cor, os
tesouros e as lágrimas. Ajuda-mo-nos, crescemos e o que me dá uma tesão
incrivel é como um Homem está disfarçado na cara de um puto. Um sorriso que me
mata. Uma euforia quando vejo aqueles olhos colados nos meus. Feedbacks
positivos. É por nós. Inexplicável como nos esquecemos do Mundo. É saboroso saber
que por muitas vezes que batemos com os cornos parede, se batermos com
motivação, as cenas sucedessem porque o tempo sorri, se tu sorrires. O meu
sexto sentido sempre segui-o aquele fundamento de quem não arrisca, não
petisca. Adoro o strip tease que fazes com a minha mente, com o meu corpo,
com a minha alma, com o meu espírito. Levita-me. Sinto-me uma mulher do caralho
no topo da Lua a fumar um kachucho e ao meu lado tenho o meu chabalo por quem
esperei. Com quem conversei. Com quem fumei. Com quem tive a minha primeira
noite de amor e depois se tornou um vício tão suave. Sempre perguntei: Vamos
fumar um kachucho pendurados na Lua? Porque, ya, o ceu é infinito então imagina a vista lá de cima. Agora, tenho a minha própria Lua. Uma galáxia de acontecimentos
que me estão a tornar numa pessoa humana.
Vou dormir contigo, hoje?
15 de novembro de 2013
o verbo era és. hoje é somos.
Levita-me. Intensamente nós, um para o outro, somos aquilo que nunca esperávamos ser. Porque, um dia, quem me contasse esta história que é nossa, ria-me feita louca que sou e com certeza iria dizer que nada disto fazia sentido. Porém, faz. Faz sentido à minha maneira porque se não fosse a minha maneira e esse jeito atrevido de seres comigo o que não és nem nunca foste com outras nada teria crescido. Porém, cresceu. Apalpas-me no meio da calçada que tanto piso. Esse quarto, esse corpo e esse sorriso de cabrão atrevido sabem-me de cor não é? Então, para que sabias que toda eu te sei de cor. Mais do que alguma vez pensei em saber de cor alguém. E, se já cometi riscos, tu foste o maior. E, se gosto de riscar, tu irás ser pintado. Ama ou deixa. Fode ou sai de cima. Não saíste de cima. Fodeste com muita convicção. Adoro ouvir o meu nome cravado nos teus lábios. Foi fodido para te conquistar e quanto mais fodido fica mas me dá gana de te amarrar a cama, ao peito, ao calor e aos afins. Não preciso de ti porque sobrevivi sem companhia durante todos estes tempos mas não preciso de ficar sem ti porque, sabe bem, saber que tu és o próprio a querer ficar. Então, fica. Me esquenta. Me ama. Me fode. Me condena. Me faz e me desfaz. Meu chinoca.
- Tu és tu - Disse ele numa noite em que batia muito frio.
9 de novembro de 2013
estado do espirito :)
Vazia mas de pé. Não insultes a minha inteligência. Pará com isso. Inventa histórias e agora olha o desperdício. Não nego. As cartas ficaram na mesa. Gostas de mim à tua maneira e se a tua maneira não me chega no que é que ficamos? Não ficamos, ya, vamos ficando. Senta-te e fala. Não tem protecção a prova de bala mas quero ouvir-te, sentir-te e expressar-te. Se não te expressas e não me falas ao ouvido como podemos nós ser a nossa única arte? O teu silêncio deixou de me cansar. Não me afectas com o teu desespero. Simplesmente, não. E, simplesmente, ao dizer-te isto só me pedes desculpa? Tou-me a cagar para tuas desculpas. Ama-me ou deixa. Não é dificil. As pessoas são livres. Para além de ti, do nosso fairplay, das nossas tentações, cheiros e sabores tenho vida lá fora. E, tu com esses desvios otários fazes-me ficar parada. Se não queres viver comigo, deixa-me viver, foda-se. Deixa-me. Queres deixar, não suspires, nem penses, deixa. Não te atendo mais nenhuma chamada. Aquela conversa foi a última que tivemos. Ya, as minhas palavras esgotaram-se. Para, escuta e olha. Amor com amor se paga e se não me pagas, que queres que te faça?
5 de novembro de 2013
Sem título
Morreste num beco qualquer. Sempre quis que fosses a primeira pessoa que conhecesse a pessoa com quem escolhi partilhar a minha vida. Sempre tive uma pequeníssima e inocente esperança que irias aguentar a rotina claustrofóbica desta casa branca e pequena por mim. Porque, no fundo, tu dizias que era o único suporte na tua vida. Transmitiste-me que aguentarias qualquer substância tóxica por nós. Mas, morreste num beco qualquer. E, nesse beco abriram-te um buraco negro com sete facadas e retiram-te aquele quiça que amava. Sempre precisei de ti nos Natais que faltaste. Sempre sonhei ir contigo para o Porto e beber um fino. Está a chegar... E, tenho que engolir, triturar e fingir que não me fazes falta. Tenho que encarar um jantar repartido aos bocados. Fingir estar cega. Ignorar que me falta sempre qualquer merda naquela mesa ainda que tenha comida e um resto de família toda fodida. Morreste num beco qualquer. Não consigo mais marcar encontros contigo. Porque tu és uma coisa... Uma coisa... Que não conheço. Abraças-me e sinto-me pesada. Dás-me um beijo na testa e sinto-me esquisita. Chamas-me princesa e parece que me cospes na cara ao invés de me embalar. E, quando me deito no teu ombro para chorar não é de Saudades. É da morte que vejo em ti e sinto. A pessoa que mais me fez sentir amor platónico morreu dentro dela própria. Acordei! E, a dor latejou. Afinal, tu não és o mesmo. Eu é que guardei a merda da memória de seres igual e não melhor. Quando sais-te por aquela porta... Escrevi em todas as paredes que iria correr bem... No entanto, não existe nada para correr. Porque tu morreste na merda daquele beco. Naquelas tardes de cigarros e cafés, não conseguia encarar o tempo sem ti. O meu velho. Hoje, passam-se tempos infinitos e sinto uma falta de uma pessoa que deixou de existir. O velho dissecou. Sempre foste assim? Ou, foi a nossa ausência que te matou? Se dizes que choras por mim como choras. Se dizes que morres por mim como morres... . Admito que sou uma filha da puta. Nem o meu próprio pai procuro mas olha que merda... Nem sei onde encontra-lo. Acho que desconheces a Vida que tenho levado ainda que percebas a minha, muito minha natureza selvagem. A tua paciência rebentou com a ampulheta de areia. Devias de ter decidido uma mudança. Repara que nem todos os erros são impermeáveis. Alguns furam e bem. Mudado. Virar a tua vida ao contrário... Mas, nunca fui o suficiente. A filha predilecta nunca foi o suficiente. Para ti nada é o suficiente. Nem sangue do teu sangue. Não fiz tanto quanto podia ou talvez até tenha feito. Olho para trás e sinto que não ficou, entre nós, nada por viver. O tempo é assim... Muda tudo. Faz as cenas voar como os kayas que fumo antes de dormir. Tenho que aceitar viver isto sem ti. Isto que não sei o que é. Mas, vivo. Sobrevivo. Apenas vai chegar mais um: Tu morreste num beco qualquer. Não me procuras-te para pedir ajuda. Deixas-te que o teu espírito enfiasse os cornos numa parede e ali ficou. Somente, esse corpo fraco.
E, fiquei eu.
tá de chuva
Nasci para ser fora da lei da sociedade e cenas iguais. Tornei-me naquilo que quando as pessoas querem, vicia. Tornei-me naquilo que as pessoas, algumas delas, não conseguem enfrentar. Eu tornei-me naquilo que queria... É por isso que o Mundo tá de boa comigo apesar de estar de chuva lá fora.
2 de novembro de 2013
confesso q fumei ganda kachucho
Uma confusão do crl nesta cabeça que lateja, ás vezes. Nem a fumar algumas cenas se esquecem e as pessoas esquecem que a ressaca é fodida. "Há dias" - porque há mesmo. A rotina mata-nos. Nós temos noção disso e deixamos que ela nos mate. Então, quem escolhe kells caminhos de fumaça toda a noite, existem trips inqualificáveis de milhões de momento e pequenas singulares partículas que se retém para sempre na nossa mente e espírito. Ouve, miúdo, não existe datas, nem definições. Existe momentos. Cenas que nos fazem esquecer o filha da puta chamado Mundo lá fora. Nós vamos para o spot porque é uma cena sossegada. Bate Valete, Halloween e Mundo. Bate Grog, Enigma e um chill de Virtus. Bate Xeg com o seu instrumental old school e uma cena punchliner do Regula. De tudo e de tudo. Bate rimas é assim. Nós rimos como o caralho. Não precisamos de rótulos, porque, ya... Somos manos. Bros. Porcos, Feios e Mauuuus! Aqui bate bad grils que destroem cérebro e desparafusam cenas com palavras. E, argumentos. Peito cheio, andar mitrão, auto-estima. A vida é sempre siga. Sempre! Auto-estima e confiança. As pessoas têm medo disso. Atacam sempre. É por isso que pensamos q temos caras de cabrões.
Agora vou ter com o meu kretcheu aka meu chinoca. Nós tripamos, não dizemos que nos amamos mas a cena dura. Piras DU RA CELL. Enfim.
"Podes vir." - Hoje é um bom dia. Dia de Dalai Lama e cenas de felicidade. Relatiações. Tou fixe. Só isso.
a nossa vida cansou-se
Foda-se, tá tudo fodido! De um momento para o outro perdemos o pulmão. O fumo dos fumos evolui-o cancro. O nosso elo desintegrou-se, descompassou-se, estagnou-se! Não juramos nada, os lençóis que pensei serem da nossa cama estão ressoados de memórias. A casa não está na vazia. Permaneceu tudo no mesmo sítio como peças de puzzle esquecidas no pó. Mas, do pó viemos, do pó iremos. É isso mesmo... Pego na vassoura e varro este pó. O nosso pó. O pó que restou das memórias, das conversas partilhadas fora de horas, dos kachuchos antes de dormir, do sexo iniciado à meio da noite e se o nosso tesão fosse infinito tínhamos permanecido como gémeos siameses. Tentamos pensar e não conseguimos, segue com a tua vida... Sobrevivo. Porque eu vivo. Porque eu respiro. Porque escrevo para ti logo existo. O orgulho de perder a aliança, mandei-o para a matança porque o nosso mambo acabou mas nunca senti desconfiança. Acabou mas esta cena de seres o meu kretcheu permaneceu. O que nos uniu foi a diferença... Não somos todos iguais. Pedi-te a Lua e confiei que me desses mais. Agora, sentes-me farta, sentes-me cheia. E, sabes que viras-te candeeiro que só liga ás sete e meia. Apanhei este comboio, bazei. A tua lâmpada fundiu! Não virei a vida ao contrário mas otária fiz-me a pista. Então? Choquei de frente e nunca mais me pões a vista. Viste isto de outra forma. A tua mulher ideal que sofreu a sorrir. Tás confuso? Não sou eu que te vou confundir. Reduzis-te-te a percentagem. As contas cheias de miragem, o corpo sem imagem, o amor já não faz aquilo que as peles quando se tocam... fazem.
Agora, estou no ar. Penso que noutra vida, outro lugar. A minha maneira de pensar refundiu-se.
28 de outubro de 2013
Boa disposição
Tv seleccionada
Com mira tele guiada
Apontada para olhos que vêem mas não enxergam nada!
Nada!
Exactamente, gente de mente fechada
Que só vive para aceitar o que lhe agrada.
27 de outubro de 2013
isto era eu completamente fumada a falar de amor
"Diz que é Amor
Desafiaram-me a escrever sobre o amor. Não sobre o amor de uma forma geral, mas sobre o amor entre um homem e uma mulher. O primeiro pensamento que me ocorreu foi que, definitivamente, sou a pessoa errada para tal, acima de tudo, porque há um espaço no meu coração que muito dificilmente (infelizmente), se deixa agarrar. E, como diz o MEC, “o coração é um independente, um inquilino”.
O amor é uma coisa muito grande, onde cabe tanto, mas tanto, lá dentro...será alguma vez possível defini-lo com meras palavras?
Não sei explicar o amor.
Mas sei que acho estupidificante o cliché “somos um”. Para mim, somos dois. Duas criaturas livres e que livre e genuinamente querem estar uma com a outra. Duas criaturas que se respeitam e se reconhecem e que funcionam como uma engrenagem perfeita, com todas as imperfeições a que temos direito.
Também não acredito no milagre do amor à primeira vista. Acredito ‘naquela’ empatia. Uma empatia que sabemos diferente de tantas outras, mas que, nem sempre a sabemos explicar. E esse é, para mim, o ponto de partida. Se lhe (nos) dermos a oportunidade, poderemos ter a sorte de encontrar esse bicho de que tanto se fala, de seu nome Amor. Porque, para mim, o amor é uma construção.
O amor para mim não é: “Amor, fofinho, homem da minha vida”. Mas sim: “Bicho, meu idiota preferido, sapo da minha vida”.
O amor é respeito, companheirismo, entrega, partilha. É sermos crianças e parvos e termos brincadeiras tão ridículas que até miúdos de 6 anos se sentem adultos ao nosso lado. O amor é livre – não convoca à anulação e submissão de quem somos – mas sim, à exaltação de duas essências que se fundem. O amor é quimíco; dois corpos, duas peles, em osmose, numa intimidade única e absoluta, só verdadeira e possível entre duas pessoas que se querem mesmo. O amor é pensar a dois, sem invadirmos o espaço do outro.
O amor é feito de verdade. De encanto. De admiração. E de vida. Da vida real. Do quotidiano que, grotescamente, abate tantos amores.
O amor é para o bem e para o mal. Porque se é amor, despimo-nos por completo; damos tudo: o melhor e o pior.
Isto não correu nada bem. Não sei explicar o amor. Mas sei que o sonho e que lhe tenho um respeitinho do caraças."
E, eu disse... Que não acredito no Amor.
Desafiaram-me a escrever sobre o amor. Não sobre o amor de uma forma geral, mas sobre o amor entre um homem e uma mulher. O primeiro pensamento que me ocorreu foi que, definitivamente, sou a pessoa errada para tal, acima de tudo, porque há um espaço no meu coração que muito dificilmente (infelizmente), se deixa agarrar. E, como diz o MEC, “o coração é um independente, um inquilino”.
O amor é uma coisa muito grande, onde cabe tanto, mas tanto, lá dentro...será alguma vez possível defini-lo com meras palavras?
Não sei explicar o amor.
Mas sei que acho estupidificante o cliché “somos um”. Para mim, somos dois. Duas criaturas livres e que livre e genuinamente querem estar uma com a outra. Duas criaturas que se respeitam e se reconhecem e que funcionam como uma engrenagem perfeita, com todas as imperfeições a que temos direito.
Também não acredito no milagre do amor à primeira vista. Acredito ‘naquela’ empatia. Uma empatia que sabemos diferente de tantas outras, mas que, nem sempre a sabemos explicar. E esse é, para mim, o ponto de partida. Se lhe (nos) dermos a oportunidade, poderemos ter a sorte de encontrar esse bicho de que tanto se fala, de seu nome Amor. Porque, para mim, o amor é uma construção.
O amor para mim não é: “Amor, fofinho, homem da minha vida”. Mas sim: “Bicho, meu idiota preferido, sapo da minha vida”.
O amor é respeito, companheirismo, entrega, partilha. É sermos crianças e parvos e termos brincadeiras tão ridículas que até miúdos de 6 anos se sentem adultos ao nosso lado. O amor é livre – não convoca à anulação e submissão de quem somos – mas sim, à exaltação de duas essências que se fundem. O amor é quimíco; dois corpos, duas peles, em osmose, numa intimidade única e absoluta, só verdadeira e possível entre duas pessoas que se querem mesmo. O amor é pensar a dois, sem invadirmos o espaço do outro.
O amor é feito de verdade. De encanto. De admiração. E de vida. Da vida real. Do quotidiano que, grotescamente, abate tantos amores.
O amor é para o bem e para o mal. Porque se é amor, despimo-nos por completo; damos tudo: o melhor e o pior.
Isto não correu nada bem. Não sei explicar o amor. Mas sei que o sonho e que lhe tenho um respeitinho do caraças."
E, eu disse... Que não acredito no Amor.
18 de outubro de 2013
zangada com o Mundo
Esta chuva não é bem vinda. Podia bazar porque reparte todos e tudo em tonalidades cinzentas. Uma gota decisiva faz com que a decisão acertada e decidida seja rebobinada para trás. E, o que era suposto ser a partir desse dia de chuva...? Dias de chuva leva-nos a sensação que não acabam então nada é definitivo. Não sei se estou a fazer sentido porque existem dias... Dias de chuva em que não faço sentido para o Mundo mas faço sentido com cinco sentidos para mim mesma. Sinto-me zangada com o Mundo porque este me cansa. Faz com que me deite na cama porque a minha cabeça tlinta-tlinta de cansaço mas o tempo em que me deito não o posso recuperar e a chuva continua a lavar e refundir as pedras da minha calçada. Reparo que todas as construções desabam porque o céu decide chorar. Os olhos dos humanos inundam-se de malícia, pecados e arrependimentos... E, eu terei de ser mais uma alma desse saco... Mas, não... Porque as pedras da minha calçada mesmo com lágrimas do céu está limpa e está pintada. Tenho janelas e não tenho receio de saltar do quinto andar. Tenho portas e não tenho medo de as arrombar e quando não tenho casa não tenho ofensas de viver debaixo da ponte porque eu sou uma ponte para quem se quiser abrigar das lágrimas do céu e se confundir com as cores da minha calçada. Ainda hoje disse que a solução é enfrentar mesmo que chova, mesmo que te molhes. Mesmo que as cores acabem para pintar a tua calçada.
9 de outubro de 2013
Define-me mas não me concluas
Por momentos tento convencer-me que nunca me irás dar a vida que sugeres dar-me debaixo dos lençóis. Tento convencer-me porque raras são as vezes que tenho de me convencer de alguma coisa. Habituei-me a que a minha vida fosse só minha. Todos os caminhos que faço é por eles que vou. Todas as conversas que outrora tivemos sobre direcções são postas no lume brando no momento a seguir... Não gosto de direcções mas gosto de ter um lado intelectual fascinante. Foi por ele que te elucidas-te. Também eu bebi um pouco de veneno. Desse veneno que é o teu calor no meu corpo e fiquei embriagada. Semanas a fio viciada na curva dos teus lábios, no sabor da tua pele e tão pouco te disse. Porque, para mim, nunca existe nada a dizer a partir dos momentos intensos que temos. Deixas que me vista e saia pela porta, que calce os paralelos da calçada sem que me peças para ficar. Foi esse pedido. Ou, melhor a falta desse pedido que me fez perder a noção de que gosto de te guardar porque o meu desejo por ti é insano e belo. Não me mata... Não me sufoca... Mas, vicia-me. Por outros momentos, tento convencer-me que nunca irei gostar de ti como desde a primeira noite que queimamos um bob. Olhava para ti e detestava esse sorriso de cabrão ordinário. Apetecia-me partir-te os dentes todos. Ainda hoje me apetece só para depois te poder perguntar - então, não me vais pedir para ficar? - Mas, ao invés de ter coragem para te partir os dentes, gostava e usufrui-a da garantia de te partir a sanidade mental e todos os sentimentos que a constituem. Ou, então todos os sentimentos que sentes por mim e constituem esse desejo de me despedires e de gostares de mim de uma forma tão tua que me deixa fodida... Fodida por saber contornar... Fodida, por existirem manhãs de delírios por falta de juízo em que recito para mim mesma o quanto... eu... gosto de ti. Fodida, por existirem noites, como as nossas. Tão perfeitas e frágeis. Capazes de desmontarem puzzles e capazes de fazer levitar essas mesmas peças do puzzle para que não tenhamos trabalho em monta-lo e ir ao que interessa logo no segundo a seguir. É que, as vezes, tenho uma vontade tão insana de te fazer passar a dor de me perderes sem que possas ter dito - fica... - Gastamos o tempo como quiseste... Agora, só não te queixes. Não tenciono ouvir-te.
5 de outubro de 2013
é segredo
Nunca digas ao Mundo o quanto estás apaixonado. Mesmo que sejas um fogo ardente que te consome o peito e que te vontade de riscar cada singular parede com o nome da pessoa amada... Risca, antes, num papel. Guarda esse papel na vossa gaveta. Naquela cheia de recordações. E, se não tiverem uma, guarda na tua gaveta. Naquela onde ninguém mexe mesmo que não exista chaves para tranca-la. O amor é um segredo entre duas almas. É por isso que é Amor e não uma outra coisa qualquer, um outro sentimento distorcido... Hoje deito-me, assim, apaixonada sem saber o dia de amanhã. O amor é isto... É não saber o dia de amanhã mas saber que o Hoje está garantido.
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