Sinto-me sólida. Fresca. Sentida. As peças do meu puzzle, por enquanto, estão no seu encaixe. Acima de tudo, sinto-me um quiça mudada. Um pouco mais compreendida, ainda mais do que era, quando me olho ao espelho. Um sentimento afogado num mar de rosas com um recipiente de espinhos ao lado. Afinal de contas, nunca acreditei em mares de rosas mas acredito neles com espinhos ao lado. A sorte de quem me tem é o azar de quem, outrora, me pensava ter. Ainda continuo a ser uma bala que dispara peitos. Neste caso, aquele peito. Uma bala revestida a ouro. A bala. Como se existisse uma arma topo de gama, única e essa arma seja eu. Como se existisse um peito feito de plumas no seu interior e esse peito seja ele. Não que tenha perdido a coragem de o afogar naquele mar de rosas com um recipiente de espinhos ao lado. Só que é merecedor de todas as rosas. Até das negras. Até das famintas prontas a picar e a fazer doer. Afinal, a paixão não é doente. Nós somos doentes. Doentes por paixão. Vá-se lá saber se existem apaixonados sem fim.
30 de dezembro de 2013
27 de dezembro de 2013
FLY NIGGA
Mas, não caiu nessa cena de vires fazer de mim o que te apetece. Quando sou boa, sabe-te bem. Quando sou má, sabe-me bem. Entendes? Não gosto de entrar em paranoias e cérebros delinquentes. Cenas por resolver que não são da minha conta. Como deves de reparar, não faço promessas, não dou palavras bonitas de boa vontade, não sei ser comer e calar. Se vivo de escritas achas que me sinto bem com palavras entaladas na garganta que seco com charros na tua ausência? Népia. Olha este sufoco de caixa que por vezes impões. Quero-me mexer. Preciso que saibas que não preciso da tua autorização pra nada. Que eu brinco mas não fecho a pestena. Sorrio mas desconfio. Mais a mais, gosto e esqueço porque a minha maior qualidade é não gostar de alguém o suficiente para além de mim. Ou, defeito. Quem sabe. Na verdade, o quente dos teus lençois faz-me falta. O teu toque a fervilhar na minha pele. Na, verdade encaixo-mo-nos mas tu desencaixas. Até oferecia um puzzle mas estou sem dinheiro. Tenho amor e carinho. Não te pergunto se queres, tenho a resposta comigo. O que me faz superar é saber, saber-me que gosto de ti de uma maneira bonita e de que gosto. Discretamente. Mas, não me dês bofetadas quando não mereço. Senão, levas punho cerrado.
26 de dezembro de 2013
mais meu
Não dou cavaco a ninguém, é verdade, mas sou eu sei os giros e o sabor que a minha vida tem. A fome, a esperança, a motivação do amanhã continuam cá. Não serei pessoa de admitir um rotulo de sem futuro porque não tenho carro e vivo em casa da mamã. Lar doce lar, um pilar e se as pessoas desconfiam da minha liberdade, então, venham cá checkar. Comida e bebida na mesa. Electricidade e água. Tudo aquilo que sou, não o devo a ninguém. Talvez por isso não me arrependa de nada. Talvez por isso não lhe para trás. Talvez por isso as pessoas me encarem como um mau feitio. Mas, não quero explodir. As minhas bombas estão desarmadas e nem sequer residem no meu bolso. As minhas balas são feitas de prata para que possa ter riqueza futuramente. As minhas forças existem para construir a minha calçada. E, se tiver que virar costas, acredita, não sinto falta. Porque não levo saudades de ninguém agarradas aos meus ombros. Não levo lágrimas por chorar, nem puzzles por resolver. A minha vida é a Minha Vida. É por isso que lhe dou o nome de minha e não daquele ou de outro. É por isso que decidi fechar a porta suavemente e ir rir-me num canto qualquer. E, se acham que o sabor de ser bestial é bom... Experimentem o sabor em ser besta... É ainda melhor. Mais saboroso, mais intenso, mais meu.
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