21 de abril de 2014

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O meu guilty pleasure. 
Entranhas-te-te na minha veia sanguinária. Fizeste-me ser por umas horas. Sentir um pouco mais por uns espontâneos momentos. Encontras-te-me moribunda, além, naquelas ruelas. E, reparaste que a moribunda gostava de o ser. Conversamos pela noite escura e imaginei-me tantas vezes a acender um paiva do teu lado e a rever uma vista qualquer, ali perto. 

O meu guilty pleasure.
Não te quero admitir dentro de mim. Olho de canto, esguia, e vejo-te sempre. Tento tapar-me para que não me reconheças. Tento tapar-me de preto negro e de cinzento rato. Caralho, porque é que não desvias o olhar? Porque é que não finges que simplesmente nunca existi? Será tão fodido assim cortares a respiração a uma memória que ainda dura e que te aquece? Eu sei. Pergunto-te isto mas sei a resposta porque essa resposta é conjunta. É a mesma para ambos. É. 

O meu guilty pleasure.
Vi-me obrigada a entrar de novo por estas portas. Está merda não está bem. Não, não! Está tudo bem. Eu era aquela persona que não acreditava que certas almas têm uma luz incandescente. Eu era. E, essa luz incandescente um dia invadiu-me o túnel das amargaduras. Sai, fixei-me com cordas na ponte D. Luís, a imaginar-me com asas de fénix para ser mais do que menos. E, voei.

O meu guilty pleausure.
E, tu vieste deslumbrar o voo. 
E, voas-te comigo. Mas, a merda é que as tuas asas tão estragadas. Como te afogaste, não sei.
Eu só queria era afogar-te. Na mente. E, guardar a luz dentro daquela caixa de pandora que me atormenta o juízo. 

16 de fevereiro de 2014

tá fora de questão

2 comentários:
Não mudo por eles. Nah. Não mudo por ti. Nem que isso te faça mais feliz. Sou excita-me, tequilla sunrise e mais algumas cenas.
La la la la la, mudar só para te agradar? É algo que nunca vais presenciar. É contra a minha natureza e não vou lutar contra a razão... É isso, meu amor, está fora de questão. A sensação de fechar os meus olhos e minha vida vir-me a memória como orgasmos mentais espontâneos. É sinal que vivi. E, todas as vezes que venho escrever, a minha caneta chora, o meu papel absorve, as frases imploram... Escreve isto agora e talvez um dia tenhas coragem para dizê-lo porque ao menos já está escrevi...

Directamente do meu interior pras linhas da minha mixórdia. Eu sei que sou um clima agitado... Tu ficas fodido porque giro pela cidade. Tu falas-me de qualidade como se as vezes quisesses fazer-me sentir como se não valesse nada. Incontestável. Porque sou uma trip juvenil. Sou assim. Não mudo por eles que são eles, não mudo por ti.

As minhas fugas estragam-te as festas? Sou mal criada porque saio do hospício para viver com a vagabundagem. Népia, vou tomar um café, fumar esse e meter três dedos de conversa. Tu precisas de dois palmos de testa para me fazeres sentir como se não valesse nada. Porque quando te faço a cama, deitas-te nela. E, vens tocar-me na pele...

12 de fevereiro de 2014

hoje o que hoje em dia é não é bem assim

1 comentário:
A vida é um risco carnal. A tua permitividade mesmo que seja feita de boa vontade pode ser traduzida por falta de carácter e vice-versa. Hoje o que hoje em dia é não é bem assim. A lógica das cenas não está certa. Sabemos disso quando ultrapassamos a nossa rotina e ao longo dela passam-se e desfazem-se acontecimentos de uma descrição que não tem descrição. O meu mundo chama-se não sei. Não sei não de não saber. Mas, não sei de não saber o suposto lá fora. Cá dentro as pessoas dão-se bem e quando não se dão apenas não se cruzam. Evita imensas merdas. E, o tempo cinza-rato em dias bacanos.