3 de maio de 2014

as pessoas querem-nos bem mas nunca melhor do que elas

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Ás vezes a capacidade de mudar as merdas está a frente do nosso nariz e nós a querermos sermos cegos evita-mo-la. E, depois de a evitarmos, lamentamos não ter essa capacidade de mudar as merdas quando não existe merda nenhuma a fazer. A vontade sentou-se para sempre num canto refundido e a vida vai ser sempre um contar de tempo e de moedas. 

Desde sempre me pergunto porque é que estes humanos não acreditam quando lhes digo que a nossa família pode ser o nosso maior veneno, uma fonte de ódio mútuo, uma conjugação de situações esquizofrénicas. Ás vezes, não dá para respirar o mesmo ar dos seres humanos que nos deram a conhecer o Mundo talvez por sermos tão diferentes deles que nada encaixa, nem mesmo o silêncio que é fácil de se originar e expandir. 

As pessoas querem-nos bem mas nunca melhor que elas. E, as que nos querem bem vão-nos foder muitas vezes os cornos com injustiças pegadas e palavras bastas de negativismo. Os teus pais podem não gostar de ti porque simplesmente podem nunca ter tido o desejo de ter um filho. E, mesmo assim viste parar ao canto esquizofrénico. Vais ver muita merda evitável mas se fores inteligente vais aprender com ela.

E, se não fores vais adiantar os planos. À espera que mudem. Que sejam prestáveis e educadores. Isso não vai acontecer. Tu não és bem-vindo nesse Mundo, construí um para ti. E, tu constróis e metes tudo aquilo que queres arcando com as consequências. 




29 de abril de 2014

Exclamo: A vida é puta!

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Pode passar um século ou dois que a matéria será a mesma. O nosso interior morre, as células do nosso cérebro crucificam a vitalidade do nosso espírito. Dentro dos humanos a matéria nasce podre, dita a hora final. Se não for o final deixar-te-a paralisado no tempo. A crucificar a vitalidade por uma postura estática. Matar-te-à a força porque vês as pessoas, os humanos, à tua frente. A tocarem em ti constantemente sem tu puderes dizer - vai pro real caralho, não me toques. - Aqueles a quem a dita hora final ainda não está para vir mas que cuidam das horas finais daqueles que estão sentados na cadeira de madeira sem revirar as vistas. 

O mais fodido é aprender a viver. Um sabor curto mas doce. Três tragos de café e de seguida já não tens o sabor característico. Mas, vicia. Tipo, vida. Milhões de dias a fazer o suposto correcto e afinal de contas nós somos nada. Porque quando estamos do lado de lá... Ainda que não estejamos cercados por escuridão somos cinzas que não estão depositadas debaixo do chão sujo de um mundo claustrofóbico. E, viver assim, foda-se, quem quer? Ninguém.

Por isso sobra pra aqueles a quem não desejo um infortúnio. Mas, os infortúnios são mais do que nós. Mais do que cinzas. E, nada sobra de cinza.


21 de abril de 2014

Legos

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O nosso habitat? É sempre o nosso. Da-mos-lhe um nome e praticamos actividades pecaminosas nele. Todos o temos. Alguns adquiriram maus hábitos neles, naqueles becos refundidos, outros, andaram por esses mesmos becos e chegaram a uma ponto de reflexão. Pararam, construíram uma cabana perto do por do sol e ficaram-se por mal. O nosso habitat é sempre nosso. Independentemente do que seja. Imaginário ou não. Mas, esta lá. A cabana perto do por do sol. 

Fora desse mesmo habitat é engraçado ver os olhares épicos do que gira à nossa volta. Nomeadamente, seres humanos. Tão ou mais normais quanto eu. Com a excepção de que não me limito a uma peça de roupa e a uma sociedade cega, imposta de leis. E, vou, na minhas viagens habituais cercada por esses olhares. Os das crianças com aquela ponta de ternura que se perde no primeiros anos de vida, se tudo correr mal. Hoje que sei isso olho para uma criança a tentar esquivar-me desse lado de ternura para tentar perceber o que eles querem perceber quando olham para mim. Ou, quando sabem de uma alguma história em comum com muitos seres humanos co-existentes na terra. Incrementados. 

Cresce aquele apetite de dizer a criança que, népia, não faz mal escrever népia porque népia é um termo calão que significa não. E, não faz usarmos o nosso corpo a nosso bel-prazer desde que nos respeitemos. Não é por ter um piercing, tatuagens e não por não gostar de ir para uma escola onde não aprendo um caralho que sou má miuda. Basta-me estar ciente dos meus valores para saber quem sou, o que sou. E, os meus valores foda-se estão mais cientes que todas as contas do banco da população portuguesa. Não é por ter uma folha da cannabis tatuada que sou má influência. Que sou capaz. E, que desfaço. Não é criança... Acredita. Isso são as vozes nefastas que vos preenchem de estereótipos. É que a tua irmã pode ser linda como o sol. Perfeita como só uma boa aluna pode ser mas ela vê MTV e a MTV torna-a numa puta.

E, depois, naquela tarde realmente as histórias da tua irmã confirmam-se. Por isso, sê o que precisas, maioritariamente para te sentires bem dentro do corpo. Para conseguires levantar o cu da cama e espreitares o sol. Para não seres mais um esquizofrénico incumbido numa sociedade liderada por Illumatis, bombas nucleares desconhecidas, conspirações e merdas assim.

No final, tudo o que tu vais levar para a campa é o teu interior. Os anéis que tanto te pediram para aperfeiçoares não te vão encher os bolsos porque no final os filhos da puta roubam o que tens de mais precioso em valor quantitativo. E, fazem-te uma campa de terra, colocam uma flor, selam-te e vão embora. No verdadeiro sentido, tão-se a cagar.