4 de maio de 2014

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Pratos limpos, finalmente. Nunca quis deixar que este Mundo mostra-se o monstro que não me mostro. Atitudes drásticas chamam-se drásticas porque são difíceis de engolir e depois de as engolirmos, cuspimos sangue dos cortes profundos que não inalam qualquer dor porque a dor foi presente e sossegou-se. 

A ausência de canudo faz de mim um mau partido. Mas, tudo o que escrevo é tudo muito mais sentido do que sentem. Nunca fui sublime mas sou suave e intensa. E, ninguém é perfeito, eu sou apenas feita. 

3 de maio de 2014

as pessoas querem-nos bem mas nunca melhor do que elas

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Ás vezes a capacidade de mudar as merdas está a frente do nosso nariz e nós a querermos sermos cegos evita-mo-la. E, depois de a evitarmos, lamentamos não ter essa capacidade de mudar as merdas quando não existe merda nenhuma a fazer. A vontade sentou-se para sempre num canto refundido e a vida vai ser sempre um contar de tempo e de moedas. 

Desde sempre me pergunto porque é que estes humanos não acreditam quando lhes digo que a nossa família pode ser o nosso maior veneno, uma fonte de ódio mútuo, uma conjugação de situações esquizofrénicas. Ás vezes, não dá para respirar o mesmo ar dos seres humanos que nos deram a conhecer o Mundo talvez por sermos tão diferentes deles que nada encaixa, nem mesmo o silêncio que é fácil de se originar e expandir. 

As pessoas querem-nos bem mas nunca melhor que elas. E, as que nos querem bem vão-nos foder muitas vezes os cornos com injustiças pegadas e palavras bastas de negativismo. Os teus pais podem não gostar de ti porque simplesmente podem nunca ter tido o desejo de ter um filho. E, mesmo assim viste parar ao canto esquizofrénico. Vais ver muita merda evitável mas se fores inteligente vais aprender com ela.

E, se não fores vais adiantar os planos. À espera que mudem. Que sejam prestáveis e educadores. Isso não vai acontecer. Tu não és bem-vindo nesse Mundo, construí um para ti. E, tu constróis e metes tudo aquilo que queres arcando com as consequências. 




29 de abril de 2014

Exclamo: A vida é puta!

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Pode passar um século ou dois que a matéria será a mesma. O nosso interior morre, as células do nosso cérebro crucificam a vitalidade do nosso espírito. Dentro dos humanos a matéria nasce podre, dita a hora final. Se não for o final deixar-te-a paralisado no tempo. A crucificar a vitalidade por uma postura estática. Matar-te-à a força porque vês as pessoas, os humanos, à tua frente. A tocarem em ti constantemente sem tu puderes dizer - vai pro real caralho, não me toques. - Aqueles a quem a dita hora final ainda não está para vir mas que cuidam das horas finais daqueles que estão sentados na cadeira de madeira sem revirar as vistas. 

O mais fodido é aprender a viver. Um sabor curto mas doce. Três tragos de café e de seguida já não tens o sabor característico. Mas, vicia. Tipo, vida. Milhões de dias a fazer o suposto correcto e afinal de contas nós somos nada. Porque quando estamos do lado de lá... Ainda que não estejamos cercados por escuridão somos cinzas que não estão depositadas debaixo do chão sujo de um mundo claustrofóbico. E, viver assim, foda-se, quem quer? Ninguém.

Por isso sobra pra aqueles a quem não desejo um infortúnio. Mas, os infortúnios são mais do que nós. Mais do que cinzas. E, nada sobra de cinza.