O meu ponto de acesso encontra-se refundido de fumo denso. Nestes dias, os tempos têm sido fodidos e perdidos. Andam lobos a sortear o meu espaço e a querer provar da minha carne e eu não o percebo o porquê. Não sei o que me apetece. Não sei se as minhas garras de tanto espetar não vão acabar por rasgar a carne a fundo que não será a minha. Tento que a minha concentração não reflicta no que estou a sentir mas é impossível se o estou a sentir. Então, fecho mas esse shamon. E, continuo a sentir. Não percebo o porquê quando prometi tanto e fielmente a mim mesma que nunca iria passar por uma merda destas. Nunca iria lutar por uma causa que, a certa altura, talvez não me fizesse diferença. Agora, contra a mim mesma, aqui estou eu a fazê-lo. A tentar arranjar uma forma de comandar a matilha, de ferir com as garras. Porque estou a sentir. É fodido gostar de uma pessoa porque em certos momentos irás fazer coisas lindas e sinceras que juraste não fazer porque demonstram demasiado de ti aos outros. Aos outros que são os lobos que querem sortear o teu espaço. É fodido porque ficas mais fraco. Porque o amor irá sempre contra o bom-senso, o raciocínio, as crenças interiores. Porque é uma cena que se for encontrada no seu estado mais puro e belo te leva a um êxtase que te faz feliz a vida toda. Por isso, o que estou a sentir é uma forte vontade de rasgar a carne, organizar a matilha. Cuidado.
4 de junho de 2014
4 de maio de 2014
Pratos limpos, finalmente. Nunca quis deixar que este Mundo mostra-se o monstro que não me mostro. Atitudes drásticas chamam-se drásticas porque são difíceis de engolir e depois de as engolirmos, cuspimos sangue dos cortes profundos que não inalam qualquer dor porque a dor foi presente e sossegou-se.
A ausência de canudo faz de mim um mau partido. Mas, tudo o que escrevo é tudo muito mais sentido do que sentem. Nunca fui sublime mas sou suave e intensa. E, ninguém é perfeito, eu sou apenas feita.
3 de maio de 2014
as pessoas querem-nos bem mas nunca melhor do que elas
Ás vezes a capacidade de mudar as merdas está a frente do nosso nariz e nós a querermos sermos cegos evita-mo-la. E, depois de a evitarmos, lamentamos não ter essa capacidade de mudar as merdas quando não existe merda nenhuma a fazer. A vontade sentou-se para sempre num canto refundido e a vida vai ser sempre um contar de tempo e de moedas.
Desde sempre me pergunto porque é que estes humanos não acreditam quando lhes digo que a nossa família pode ser o nosso maior veneno, uma fonte de ódio mútuo, uma conjugação de situações esquizofrénicas. Ás vezes, não dá para respirar o mesmo ar dos seres humanos que nos deram a conhecer o Mundo talvez por sermos tão diferentes deles que nada encaixa, nem mesmo o silêncio que é fácil de se originar e expandir.
As pessoas querem-nos bem mas nunca melhor que elas. E, as que nos querem bem vão-nos foder muitas vezes os cornos com injustiças pegadas e palavras bastas de negativismo. Os teus pais podem não gostar de ti porque simplesmente podem nunca ter tido o desejo de ter um filho. E, mesmo assim viste parar ao canto esquizofrénico. Vais ver muita merda evitável mas se fores inteligente vais aprender com ela.
E, se não fores vais adiantar os planos. À espera que mudem. Que sejam prestáveis e educadores. Isso não vai acontecer. Tu não és bem-vindo nesse Mundo, construí um para ti. E, tu constróis e metes tudo aquilo que queres arcando com as consequências.
Subscrever:
Mensagens (Atom)