13 de junho de 2014

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- Quando chegarmos vamos lá para fora ver a Lua.
E, fomos. De wisky na mão. Não costumo beber mas hoje vou afogar o ódio que depositaram nos  meus aposentos no álcool. E, hoje, quem não costuma fumar também vai fazê-lo comigo. Sei que me vou perder. Tenho plena consciência disso mas não consigo travar. As pessoas abrem a boca e matam tudo aquilo que ainda existia para viver. Tu matas-te todo o amor que sentia por ti ao desejar-me o dobro do que nunca te desejei. Ao gritar-me palavras ao ouvido que nunca pensará ouvir. Se calhar a culpa até foi minha. Se calhar gostei de mais. Se calhar não devia. Cada golo a minha garganta queima. As lágrimas não têm vontade de me visitar. Ainda bem. Sempre percebi o quanto iria ser desnecessário encaixar na minha mente que iria vencer esta guerra porque a esta altura a minha campa está no sítio e sem uma única flor. 

No outro dia perguntei-te: e, se esta fosse a nossa última noite de amor? Tu respondes-te-me: Perguntas-me com cada coisa...

Agora, responde-me. Que vai ser feito desses lençóis brancos sem amor? O que vai ser de uma pele que me deseja ódio mas que ao foder-me nunca se importou com tal... Que vai ser? De ti?

4 de junho de 2014

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O meu ponto de acesso encontra-se refundido de fumo denso. Nestes dias, os tempos têm sido fodidos e perdidos. Andam lobos a sortear o meu espaço e a querer provar da minha carne e eu não o percebo o porquê. Não sei o que me apetece. Não sei se as minhas garras de tanto espetar não vão acabar por rasgar a carne a fundo que não será a minha. Tento que a minha concentração não reflicta no que estou a sentir mas é impossível se o estou a sentir. Então, fecho mas esse shamon. E, continuo a sentir. Não percebo o porquê quando prometi tanto e fielmente a mim mesma que nunca iria passar por uma merda destas. Nunca iria lutar por uma causa que, a certa altura, talvez não me fizesse diferença. Agora, contra a mim mesma, aqui estou eu a fazê-lo. A tentar arranjar uma forma de comandar a matilha, de ferir com as garras. Porque estou a sentir. É fodido gostar de uma pessoa porque em certos momentos irás fazer coisas lindas e sinceras que juraste não fazer porque demonstram demasiado de ti aos outros. Aos outros que são os lobos que querem sortear o teu espaço. É fodido porque ficas mais fraco. Porque o amor irá sempre contra o bom-senso, o raciocínio, as crenças interiores. Porque é uma cena que se for encontrada no seu estado mais puro e belo te leva a um êxtase que te faz feliz a vida toda. Por isso, o que estou a sentir é uma forte vontade de rasgar a carne, organizar a matilha. Cuidado. 

4 de maio de 2014

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Pratos limpos, finalmente. Nunca quis deixar que este Mundo mostra-se o monstro que não me mostro. Atitudes drásticas chamam-se drásticas porque são difíceis de engolir e depois de as engolirmos, cuspimos sangue dos cortes profundos que não inalam qualquer dor porque a dor foi presente e sossegou-se. 

A ausência de canudo faz de mim um mau partido. Mas, tudo o que escrevo é tudo muito mais sentido do que sentem. Nunca fui sublime mas sou suave e intensa. E, ninguém é perfeito, eu sou apenas feita.