26 de agosto de 2014

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No meu raciocínio as cenas são para serem postas em pratos limpos. Não gosto de receber visitas à noite num formato que desconheço. Arranjo passatempos para que a minha vontade de entrar numa guerra e desfazer carnes desapareça. Mas, imagino o meu corpo a saltar numa cena repentina e fazer com as minhas mãos uma justiça. E, eu, aposto que me iria saber bem. Como aquele doce que comemos em criança e voltamos a repetir vezes e vezes sem conta. Poderia fazê-lo porque a gana de o fazer está como em comparação a um bomba que se explode fode tudo. 


Mas, volto atrás. 

22 de agosto de 2014

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Tenho posto os pontos finais num lugar assente. Muito calmamente. Fico à espreita de qualquer coisa que me diga para avançar, faminta pelos meus sentidos... 

Percorro os cantos refundidos, no escuro. O sangue das minhas feridas já não o sinto. Faço um. O fumo dissipa-se e faz-me recordar as névoas que observo no céu azul manhoso. Já não me sinto cansada, não. Convicção de um órgão funcional. Rais me foda se não venço! Se não saiu porta fora por minha vontade! E, sai. Confesso que levo comigo uma merda chamada saudade. 

E, vi, naquele canto vidros estilhaçados das minhas janelas partidas. Deixei de gostar da casa. O ar da mesma intoxica-me e aloja-se nas minhas capacidades motoras. Com a mão faço-o ir dar uma volta como outrora tantas dei. E, acabei tonta da vida, fodida porque me partiram os vidros das minhas janelas. As pedras, tão bonitas e singelas, aquelas que atiraram, guardei-as. Algumas caíram bem em cima do meu crânio duro, solitário, impertinente... Valeu-me a filha da puta da lição. Que nunca mais (en)frente com mil sorrisos. Vão acabar por me querer partir os dentes. Sedar-me a carne. Tentar convencer que não sou algo. Nem alguém. Sou apenas. Nem sequer apenas algo comestível.

Mas, eu sei o que sou. Uma bomba. Uma ak-47 pronta a ser utilizada. A ponta da espada a cravar na carne. E, a guerra básica, a chegar ao fim. São tiros? São decisões! Cuidado que são decisões. Vou arranjar vidros duplos pras minhas janelas... Vou arranjar uma casa nova. 

1 de agosto de 2014

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Somos as marionetas do pecado. Inalamdmos a substância como fumo denso e esta crava no peito. Escava até que percebamos que não dominamos este cubo de rubick.

O apetite é como um animal que mantenho em cativeiro. Como se a qualquer momento fosse escapar das minhas mãos. No entanto, nada me escapa. Mas, admito que me aperto. E me contorço toda. Imaginando mil e uma noites contigo. Secretas. Prometidas. Como quando os teus olhos caiam por cima do meu corpo e me despertam os sentidos mais obscenos. 

Gosto de te querer resistir. Porque resisto mas quanto mais o faço, mais (te) quero. Estás no meu prato. E, olho para ti como um alimento proibido. Um afrodisiaco que se consumo é capaz  de me tornar num animal. Louco. Faminto. Tresloucado. Levado ao limite. Mesmo no escuro de um labirinto.