11 de dezembro de 2014

A boa da merda

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As coisas deixam de não querer fazer sentido quando nada te doí. Não te canses da vida, das merdas, da merda grossa. Não te canses porque é mesmo assim. Da mesma maneira que tens baldes cheio de merda à tua volta, de repente, tens aquele avesso, aquela virtude. Uma miragem mirabolante e tu perguntas: é para mim?! É para mim?!

Não negues a merda do amor. O amor. A virtude do amor. Não negues o teu espaço ao espaço dos outros. Acho que nunca tive medo de pessoas e das batalhas que as pessoas me deram. Mesmo que passasse por uma grande risco de ficar sem dedos. E, que o sangue dos meus dedos me fosse escorrer até derramar o último salpico.

Mas, assim não foi. O meu sangue, caralho, está cá todo. Tudo faz sentido e merda como os velhos sábios dizem é dinheiro. 

E tudo à nossa volta faz sentido e nada doí. 

14 de novembro de 2014

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A vagueza do meu espírito faz-me comichão e impressões. Não me consigo alterar ao ponto de sentir algo, alguma coisa, alguém. Os meus actos começam a deixar de ter sentido. O tempo passou e abafou o charro. Abafou-me. Eu nem me importei. Havia muito amor naquelas tardes. Hoje e talvez não seja amanhã; há cansaço. Até de mim estou cansada. Impossível porque gosto tanto de mim que aos olhos dos outros é um crime. 

Ahhhhhrrr, como estou cansada. Como é que foi possível ter aberto a hipótese de mudar tudo em mim? Não sei quais riscos rabisco. Talvez amanhã não haja cansaço. E, uma discussão. Sou tão descabida, eu sei. Recordo-me quando me disseste que sou uma merda e copias raiva para o ar. Na verdade, isso fazia-me rir. Acho que a minha natureza nunca deixará de gostar de brincar com o fogo e (quase) queimar a lenha. 

Que nem água apaga. Nem conseguirá fazer um curso pela estrada para me mostrar o rumo. Sou eu, serei sempre que terei de descobrir como deixar de queimar tudo à minha volta. De queimar tudo onde toco para só restar eu.

9 de outubro de 2014

Amo-te

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Um saco de erros e de ossos.

Queria-te ter o máximo que conseguisse. Desiludi-te. Fechei os olhos, imagina se os abrisse. Desculpa. Vejo-e nas estrelas juntamente com o fumo... Desiludida por te criar ilusões. Imagino-te. As desculpas não se pedem, evitam-se...
Desculpa.

Estou a evitar pedi-las mas ouvi-las de mim. É óbvio o consumismo da culpa... 

O que sinto não se questiona em relação ao nosso relacionamento. Isso não se questiona!

Não se relaciona. 

Desculpa. Eu sei que te disse que iria ser coerente e cordial. Que todos os abraços não fossem feitos com o propósito de me dares uma flor a mim. Dá-me asas! Que azar. Estas asas quebram-se, rasgam-se, as quedas não param... 

Provei o sabor da vida mas que sabor desagradável... E com o voar vou até as estrelas e regresso. Vejo o reflexo da minha água cada vez mais perto. Desejo as tuas mãos como apertos entre os meus dedos. A ilusão empurra-me....
Sussurra-me segredos...

Ajuda-me a dizê-los, não posso mais fugir.

O céu é o limite? Limito-me a cair. Nas alturas palavras que me deixaste agora escrevo no papel.

Senti sempre os arrepios da barriga como se fosse um carrocel. Já chega de despedidas... Sigo-te mesmo que não consigas. 

Tento mas espera! Tenho medo que as promessas no céu seja como na terra. Leva-me a ti, beija-me e esconde. Isto não é um pesadelo? Não? Então, atiro-me da ponte. Quantas segundos tenho?

Eu... quero... ficar...

Tenho vertigens. As escadas são infinitas pelas vezes que agora não me abraças. Subo degrau a degrau a recitar o que não te contei. O quanto me perguntas-te, sem nunca me perguntares. Todas as respostas que não te dei... Todas as decisões que colocaste ao confiar...

Enfim, o quanto te iludes por desconfiares de mim.

Avanço lentamente pelo corrimão com lágrimas de raiva pela minha decisão. Já estou do outro lado. Tenho os olhos inchados. A última vez que ouvi para mim estavas trancado, fodido, zangado... 

Caio para trás, sinto a adrenalina. Queria gritar o teu nome mas tenho fita adesiva. Sufoco enquanto respiro o teu perfume.  

O sorriso do costume nunca mais irá ser o sorriso do costume. 

Prometi levar-te onde quer que fosse mas hoje chego tarde... Grito o teu nome mas estou longe. Vejo as pessoas lá em cima debruçadas... Desesperadas...

Queria gritar que te amo. 

Desfaço-me na água. Os tímpanos estouraram porque já não me dizes nada. Desfaço na água, não sinto os olhos. Não vejo pele... Os músculos separam-se dos ossos.

Isto doí muito menos do que deixei para que te doesse. 

A queda...

Sinto os ossos a torcerem-se como plasticina e partem-se por dentro até que entro em hipotermia. As artérias rasgaram-se... A dor é grande. Provo a água sinto o sabor do meu sangue. 

Mãe... Eu quero morrer. Sem sequer ter que me ir embora. Oh mãe!!!