30 de novembro de 2012

Sorriso de Estanho

E, sorrio. Talvez seja uma paródia de toda a tragédia dentro de nós. Guardamos segredos como abortos mal feitos. Roubamos vida e enterramos a nossa psique no gelo. Dançamos como demónios e habituamos os nossos lábios a raramente dizer a verdade. Aclimados pelo que passamos. Começamos a expirar e percebemos que a mente é uma lugar horrível para desperdiçar. E, em simultâneo um local horrível para esperar. Quando alguém mostra os sorrisos, o fogo tende a queimar. O Orgulho que vem tantas vezes do ego e que joga fora das nossas silabas. Como soluços que não podem ser afugentados com sustos e sonhos difíceis de decifrar e conquistar. Mas, continuo-o a sorrir. Por dentro estamos a bater com os nossos dedos numa pasta de sangue que é o nosso corpo e nem nos apercebemos. Permaneço só para perguntar o que sentiria. Como é ser-se bonita. Sentir a chuva em pétalas cor-de-rosa. Sentir como pôr-do-sol.Visionar a Vida em momentos de sossego. Encontrar-me a despertar e aumentar. Possuir sumo de conhecimento como ramos de fruta.
O dilema é porque é que o bom ter de sofrer.
O que significa ser gentil. O que somos para outro alguém.
O que significa ser um apaixonado por qualquer essência.