28 de dezembro de 2012

2012, um ano fodido


Não é tão simples quanto parece. Determinadas pessoas que nós perdemos podem voltar sempre a nossa vida mas, não, com a mesma intensidade. Que ao usufruirmos dos lábios de alguém não podemos simplesmente contornar a física e a química que isso envolve. Que uns charros e umas bebedeiras relaxam o corpo mas nunca o consumismo da Alma. Ser-se vingativo. E, não gostei. Quando dei por mim a pisar quem me pisou perguntei - Quem sou eu?
Que o Natal sem a minha avó e sem o meu pai que é apenas mais uma porra de um dia enfadonho. Que podes simplesmente não assumir para o Mundo que estás feliz porém tens o direito de exigir essências que te devem de dar. Que maus olhares são apenas maus olhares. Aprendi a ser cega, muda e surda. Existem simplesmente coisas que não valem a pena. Que amigos de anos podem não ser os teus verdadeiros amigos. Que pessoas com quem mal falas que te amam mais do que aquilo que demonstram. Que terceiras oportunidades não existem pois estás a renovar a dor. Quem quer uma terceira oportunidade, nunca irá mudar. Enterrei desamores e compaixões. No sexo e no amor, sou eu, eu, eu, eu e por fim ele. Outrora, quando gostamos essa pessoa é o nosso segundo plano porque o primeiro é a nossa família doentia. Tem que ser, sempre. Dancei e apaixonei-me. De seguida, estava a por essa paixão as cinzas e a rir-me. O que é importante fica? Merdas. O que é importante também sai da nossa rotina quer queiramos, quer não. Porque é assim que tem de ser. E, quem acredita no Destino sabe que este não deve justificações a ninguém. Deixei-me de contar histórias de embalar. Desculpem-me, mas comigo é cada um por si. Porque um desabafo não e uma ajuda. É um relato. A tua maior ajuda são os teus defeitos porque são as paredes do teu Mundo. Aprendi que os defeitos são necessários, então. Aprendi que não pode existir mais amor louco do que simplesmente o teu amor próprio.
Escrevo menos mas penso que o faço melhor. Bebo mais. Fumo mais. Não quero saber de quem perdi. Quero saber quem vou encontrar agora. Desengana-te que nem sempre o diferente é diferente. O peixe morre pela boca. Não acredites em tudo o que te dizem, acredita naquilo que fazes, naquilo que vês. Aprendi que quando sentimos devemos de o dizer. A maior morte é aquilo que nos doí e que não foi dito. Que não foi curado. Que as feridas de anos continuaram abertas por séculos. Aprendi de mim que sou bruta quando estou chateada. Perdi Amizades. E, não fiz novas. Porque o teu pior inimigo é quem te dá a mão e quanto menos me conhecerem, melhor. Cheguei a conclusão que o tempo também passa demasiado rápido quanto nos deparamos com más fases da nossa Vida. Penso que basta ser crente e ter paciência que tudo passa. Aprendi mas sei que lições até ao dia em que morrer não vão faltar.

E, sei que um ano novo são 365 oportunidades novas. Por isso, anda, Vida. 

6 comentários:

Margarida disse...

foi das melhores coisas que já li

Catarina Francisco disse...

gostei imenso do teu blogue, beijinho*

Catarina Francisco disse...

muito obrigada :)

Chic Maria disse...

É isso mesmo! 365 oportunidades de ser feliz. Não vamos desperdiçar * Beijinho

Cláudia Ribeiro. disse...

Gostei imenso do texto, dos melhores que já li. Escreves maravilhosamente bem!

Catarina disse...

adoro estes teus textos. Cláudia adoro este teu blog !! **