29 de abril de 2014

Exclamo: A vida é puta!

Pode passar um século ou dois que a matéria será a mesma. O nosso interior morre, as células do nosso cérebro crucificam a vitalidade do nosso espírito. Dentro dos humanos a matéria nasce podre, dita a hora final. Se não for o final deixar-te-a paralisado no tempo. A crucificar a vitalidade por uma postura estática. Matar-te-à a força porque vês as pessoas, os humanos, à tua frente. A tocarem em ti constantemente sem tu puderes dizer - vai pro real caralho, não me toques. - Aqueles a quem a dita hora final ainda não está para vir mas que cuidam das horas finais daqueles que estão sentados na cadeira de madeira sem revirar as vistas. 

O mais fodido é aprender a viver. Um sabor curto mas doce. Três tragos de café e de seguida já não tens o sabor característico. Mas, vicia. Tipo, vida. Milhões de dias a fazer o suposto correcto e afinal de contas nós somos nada. Porque quando estamos do lado de lá... Ainda que não estejamos cercados por escuridão somos cinzas que não estão depositadas debaixo do chão sujo de um mundo claustrofóbico. E, viver assim, foda-se, quem quer? Ninguém.

Por isso sobra pra aqueles a quem não desejo um infortúnio. Mas, os infortúnios são mais do que nós. Mais do que cinzas. E, nada sobra de cinza.


1 comentário:

nês disse...

Excelente! É o que tenho a dizer!