30 de julho de 2014

Os contras estão postos na mesa como fogo a apostar contra mim que vai queimar tudo. E, eu, até sinto uma fraca e nojenta vontade de deixar. Tapo os mil ouvidos que fiz ouvir do lado de fora. (Tento) pensar a todo o custo que esta merda não está a acontecer comigo. Que o monstro na cabeça deles não sou eu. Que não virei um passatempo para ver quem é quem num jogo de sanidade mental. O quanto me resta desta cena de teatro real? Não sei. Não sei se fui louca por te mandar embora do meu estabelecimento que está vazio e porco. Não sei se fui demasiado sábia em contar todos os prós e ainda me faltavam dedos. Aliás, perco-me nas contas... Quanto mais dedos. Não sei se fui demasiado anti-eu saltar tantas vezes e acabar fodida da vida, no chão, como uma brincadeira de crianças que dá mau resultado e é de mau gosto mas que continuam porque lhes sabe bem. Não sei até que ponto alguém merece certo tipo de tratamento. Um rato de esgoto talvez que te veio foder a nova decoração da casa moderna. No entanto, não, uma (boa) pessoa. E, sempre me considerei má. Má para amar e para me amarem. Estou a fazê-lo em todos os momentos que reflicto que coloquei um ponto final. E, estrangula-nos os sentidos colocar um ponto final, foda-se. Temos que encher o peito de insanidade e fazer de conta que não existe problema algum. Que tudo o que tu passaste, tá lá. Ficou lá. Mas, népia, não ficou. Tristes conclusões. Tá cá. Carrego pontos de cruz cozidos nas minhas costas que não fui eu que os cozi. Sinto-me toda em carne viva e quero uma amnésia não profunda, mas, parcial. Uma amnésia de como esquecer os problemas que os outros criam. Como sobreviver sem soluções para viver um bonito gostar. Como ser o que é suposto ser quanto não o sou e recuso-me a sê-lo. Como aceitar-me como metade, se, foda-se não mereço essa merda. Como aceitar, mais uma vez, ouso ter que presenciar perante lobos famintos que uivam perante a minha presença. A minha luz de lua. E, o meu estado de espírito de noite. Como viver outra vez num cubo de rubick intitulado de família se eu própria vivi num e não o desejo ao filho da puta do diabo que me deu tal prenda.

Boa noite, meu amor. Pensarei sempre em nós e nas oportunidades que não tivemos. 
E, espero que um dia, ponhas o teus olhos neste texto... Se um dia te recordares que te contei o quanto escrevia para ti. 

1 comentário:

bruna de andrade disse...

a tua história é uma merda, sabes? uma merda mesmo. Mas és uma guerreira e eu estou aqui, para tudo o que tu precisares!