2 de julho de 2014

Este meu buraco negro ainda continua aberto. Sei que mais tarde, sei que mais cedo irei voltar. Com todas as escuridões, linhas de destino e cicatrizes que possuo. Chego, não mudei nada. Não mudei os vícios, não mudei a casa. Mas, estas paredes fazem-me sentir vísceras. Estas paredes brancas. Preciso, urgentemente, de palavras quentes no meu ouvido antes que me despeje toda. Antes que atravesse a rua sem olhar para os lados feita louca como sou. Queria que tivesses mãos gigantes para segurares a imensidade que sou. Que transporto e transbordo. Pergunto-me se aceitei demasiadas vezes aquilo que me dás. Tudo aquilo que apenas me dás. A minha mente desmonta-se porque tento simplificar. Tento não sentir que estou constantemente na margem errada pronta a lançar um risco a negrito e foder esta merda toda. Não sei se sou eu que sou demasiado gigante. E, que de tão gigante que sou não caibo em puto de lado nenhum. Nem em ti. 

Mas, diz-me palavras quentes ao ouvido antes que me despeje toda.

4 comentários:

Ariana Maria disse...

Adoro. Adoro o que escreves!

Jun disse...

És demasiado excelente nisto! E excelente é pouco

bruna de andrade disse...

eu acho-te gigante, mesmo!

nês disse...

Boa noite!
Estive muito tempo fora e até tinha fechado o blog, mas resolvi voltar!
Visite: http://silenceisntawkward.blogspot.pt
Beijinhos, nês!