14 de novembro de 2014

A vagueza do meu espírito faz-me comichão e impressões. Não me consigo alterar ao ponto de sentir algo, alguma coisa, alguém. Os meus actos começam a deixar de ter sentido. O tempo passou e abafou o charro. Abafou-me. Eu nem me importei. Havia muito amor naquelas tardes. Hoje e talvez não seja amanhã; há cansaço. Até de mim estou cansada. Impossível porque gosto tanto de mim que aos olhos dos outros é um crime. 

Ahhhhhrrr, como estou cansada. Como é que foi possível ter aberto a hipótese de mudar tudo em mim? Não sei quais riscos rabisco. Talvez amanhã não haja cansaço. E, uma discussão. Sou tão descabida, eu sei. Recordo-me quando me disseste que sou uma merda e copias raiva para o ar. Na verdade, isso fazia-me rir. Acho que a minha natureza nunca deixará de gostar de brincar com o fogo e (quase) queimar a lenha. 

Que nem água apaga. Nem conseguirá fazer um curso pela estrada para me mostrar o rumo. Sou eu, serei sempre que terei de descobrir como deixar de queimar tudo à minha volta. De queimar tudo onde toco para só restar eu.

3 comentários:

Raquel Pires disse...

Adoro. Tinhas saudades de te ler e este último parágrafo faz todo o sentido para mim.

Flor de Maracujá disse...

Muito giro :)
Beijinho**
www.flordemaracuja.pt

Ansel K. disse...

Não sei porque, mas conseguiste transmitir todas as emoções e fazer com que o leitor sentisse o mesmo que tu, não à coisa melhor do que alcançar tal coisa com os nossos textos, adorei e vou seguir *